Reprodução/Google Maps
Reprodução/Google Maps

Bandidos sequestram dois carros para tentar entrar na Rocinha

Plano dos bandidos foi frustrado e quatro foram presos; outros quatro conseguiram fugir, mas deixaram armas para trás

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2017 | 18h02

RIO - Na tentativa de furar o bloqueio montado por militares às principais entradas da Rocinha, bandidos fortemente armados sequestraram um taxista e um estudante durante a madrugada deste sábado, 23, em diferentes pontos do Jardim Botânico, na zona sul da cidade. Os dois sequestros foram abortados pelos militares e pela Polícia Militar. Houve uma troca de tiros que assustou os moradores e chegou a fechar a Autoestrada Lagoa-Barra e os túneis Zuzu Angel e Rafael Mascarenhas (Acústico), por cerca de uma hora, entre 4h30 e 5h35.

“Eu estava no Leblon com um amigo e fui deixá-lo em casa, no Jardim Botânico”, contou o estudante L., de 25 anos, morador da Tijuca, na Zona Norte. “Aí surgiu esse elemento, armado com uma pistola. Me assustei e acelerei o carro, e ele atirou”, acrescentou o rapaz, mostrando o buraco de bala na lataria do carro.

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L. foi rendido e obrigado a levar quatro criminosos até a Rocinha, pela Avenida Niemeyer. “Logo na entrada da favela demos de cara com uma base da Polícia do Exército”, contou L., que aguardava a liberação de seu carro na Delegacia da Rocinha, na manhã de sábado. Os quatro criminosos foram presos. A Polícia achou um fuzil AK-47 e uma pistola Glock. L., inicialmente confundido com um traficante, foi identificado e liberado logo depois.

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O taxista M. também foi sequestrado no Jardim Botânico e levado para o alto do Horto, onde os bandidos que estavam no carro desembarcaram para que outros entrassem no automóvel. Eles forçaram o motorista a seguir em direção à Rocinha. Armados de fuzis, eles atacaram uma patrulha próximo ao acesso ao Zuzu Angel. Houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. Em seguida, o táxi se deparou com outro bloqueio.

“Pulei do carro e me escondi debaixo de uma caçamba de lixo. Ali imaginei que não corria o risco de levar nenhum tiro. Fiquei ali até que o confronto terminasse. Deus é muito bom. Graças a Ele saí ileso”, contou o taxista, que pediu para não se identificar.

Os quatro criminosos conseguiram fugir para dentro da comunidade, mas os militares apreenderam armas dentro do carro.

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