Beira-Mar usa morro da Mangueira como entreposto, diz PF

O local, onde fica a escola de samba Mangueira, é usado com este objetivo há mais de cinco anos pelo Comando Vermelho

24 de novembro de 2007 | 12h11

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que se encontra na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), ainda usa o Morro da Mangueira como entreposta para distribuição de drogas e armas. "O local, onde fica a escola de samba Mangueira, é usado com este objetivo há mais de cinco anos pelo Comando Vermelho", confirmou o delegado Victor César Carvalho dos Santos, que participa da Operação Fênix. Veja também:PF analisa documentos da quadrilha de Beira-Mar Esta operação visa a desarticular uma suposta estrutura criminosa comandada pelo traficante. Ela tem este nome devido a uma ave mitológica que renasce das cinzas. Isso porque Beira-Mar, apesar de preso, continua no controle do tráfico internacional de drogas e entorpecentes. Nesta sexta-feira, a Polícia Federal iniciou uma análise dos documentos recolhidos nas 34 buscas e apreensões realizadas em Rio, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, durante a Operação. "Vamos identificar todos os bens, a fim de cercear a capacidade financeira da organização", disse, em Curitiba, o chefe da Coordenação de Operações Especiais de Fronteira, delegado Wagner Mesquita. Segundo ele, as primeiras informações colhidas dos documentos comprovam o tráfico de drogas e começam a dar pistas sobre os canais de lavagem do dinheiro utilizadas pela quadrilha, que tinha entre os integrantes advogados e parentes de presos, que repassavam as ordens emitidas por Beira-Mar de dentro da penitenciária. De acordo com Mesquita, entre os bens há carros, imóveis, lan houses, lava-jatos e pelo menos uma grande fazenda no Paraguai. Há também indicativos de que ele pretendia comprar ou já teria comprado outra propriedade rural em Foz do Iguaçu. "Vamos ter os verdadeiros nomes dos laranjas, os títulos informais dos laranjas e os títulos verdadeiros", salientou Mesquita. Segundo ele, os documentos mostram ainda "claras demonstrações de homicídios". Atraso Na quinta-feira, porém, houve um atraso na Operação do lado internacional, o que pode levar a um impasse diplomático. O fato é que a polícia paraguaia deveria ter prendido nove integrantes da quadrilha de Beira-Mar, ao mesmo tempo em que a Operação se desenrolava nos três Estados brasileiros. Segundo informou o jornal O Globo, os mandatos de prisão foram enviados ao Paraguai há seis meses.

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