Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Beltrame defende leis mais rígidas para combater criminalidade

Secretário de Segurança do Rio quer que Câmara vote projetos que aumentem tempo de internação de adolescentes que cometerem crimes hediondos e de prisão para quem matar agentes do Estado

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

10 Março 2015 | 19h37

RIO - O secretário de Segurança do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, defendeu nesta terça-feira, 10, a votação pela Câmara dos Deputados de projetos que endurecem a legislação na área de segurança pública. Na véspera, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), havia dito que pretende levar à votação ainda este mês projetos propostos em fevereiro pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Alckmin apresentou a Cunha projetos que preveem o aumento do tempo de internação de adolescentes infratores que cometerem crimes hediondos de 3 para 8 anos; pena maior para assassinos de agentes do Estado, como policiais e guardas penitenciários; e penas maiores para quem roubar caixas eletrônicos.

"Essas medidas iniciam um processo. Há mais medidas a serem tomadas. Há um projeto nosso que abarca essas medidas, uma série de outras iniciativas de São Paulo e de outros secretários. Tenho certeza que essas três medidas nos ajudarão muito", afirmou Beltrame, depois de reunião do Fórum Empresarial de Defesa e Segurança da Federação das
Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Na palestra, o secretário repetiu que a polícia está só. "A segurança pública não pode se limitar à polícia. Isso é uma miopia. A polícia é só um elo desta corrente. O Legislativo, o Ministério Público, o sistema carcerário também precisam atuar. Estes segmentos tinham que caminhar juntos."

Beltrame citou o episódio recente da apreensão de duas crianças, de 6 e 12 anos, que roubaram um cordão de ouro. A fotografia das crianças, de costas, com as mãos para trás, foi divulgada pela Polícia Militar. "As pessoas se prenderam à questão da foto das crianças, que realmente não deveria ter sido tirada. Ninguém perguntou se elas estavam estudando. Onde estava a família?", questionou.

O secretário mostrou a fotografia de um adolescente no Complexo do Lins (zona norte) com uma pistola numa mão e uma pipa na outra. "Alguém tem que entrar entre a pistola e a pipa e dizer que ele tem que ficar com a pipa."

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