Polícia Civil/Divulgação
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Patrulhamento em estações ferroviárias contrapõe Beltrame e concessionária

Secretário de Segurança do Rio afirma que PM nunca patrulhou estações de trens; Supervia afirma que patrulha interna é de responsabilidade da polícia

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2015 | 14h19

Atualizada às 17h01

RIO - Uma controvérsia sobre o patrulhamento das estações ferroviárias opõe autoridades de segurança e a concessionária SuperVia. Nesta terça-feira, 2, ao comentar o esfaqueamento do estudante Pedro Arthur Britto Santa Cruz, de 18 anos, em um trem no último sábado, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que a Polícia Militar nunca patrulhou estações de trem. A SuperVia afirma que a segurança no interior de suas dependências é de responsabilidade da PM.

“Nunca teve patrulhamento em estação de metrô nem de trens. O que o Estado faz são patrulhamentos fora das bases da SuperVia. (...) A solução disso é prender e buscar a solução. A segurança pública tem de

fazer a segurança do cidadão em lugares públicos”, afirmou Beltrame.

A SuperVia informa que os policiais militares do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) atuam dentro de estações e vagões. “A concessionária esclarece que a segurança pública no sistema ferroviário

é atividade típica e exclusiva do governo do Estado, que atua nas estações e trens por meio do GPFer. Esta é uma das determinações do contrato de concessão.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública tem auxiliado no reforço das rondas ao longo do sistema”, divulgou a concessionária no sábado, em nota, sobre o esfaqueamento. As informações foram confirmadas nesta terça pela empresa.

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB)disse que sancionará “imediatamente” o projeto de lei que prevê a criminalização do porte de armas brancas, como facas, no Estado do Rio, caso seja aprovado pela

Assembleia Legislativa.

Prisão. Nesta manhã, foi preso na casa da avó em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), Michael Douglas Gonçalves da Silva, de 19 anos. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter roubado e esfaqueado o estudante no trem. Contra Silva, foi cumprido mandado de prisão temporária por tentativa de latrocínio. Preso por furto, ele estava em liberdade desde novembro do ano passado.

A vítima das facadas recebeu alta médica nesta terça. Estava no Hospital Salgado Filho, zona norte, e passou por cirurgia. Segundo a família, o rapaz pode ficar com sequelas motoras, pois levou três facadas no ombro e no braço esquerdos e está sem sensibilidade em três dedos da mão esquerda.


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