WILTON JUNIOR / ESTADÃO
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Bicheiro 'Bid' é executado no Rio ao voltar de desfile no sambódromo

Alcebíades Paes Garcia, o Bid, era o líder de uma família envolvida com o jogo do bicho há anos no Rio; ele era irmão do também bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, executado em 2004

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2020 | 15h53

RIO - O contraventor Alcebíades Paes Garcia, o Bid, foi morto na madrugada desta terça-feira, 25, por dois homens encapuzados, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, quando voltava do desfile das escolas de samba no sambódromo. A Polícia Militar suspeita de execução, já que apenas o bicheiro foi atingido dentro de uma van que transportava outras pessoas. 

Sem informar o número de tiros – 40, segundo alguns relatos –, a PM afirmou que equipes do 31º Batalhão, localizado no Recreio dos Bandeirantes, foram acionadas por volta das 4h para checar a ocorrência. 

"Chegando ao local, os policiais encontraram um veículo alvejado e um homem atingido e já sem vida. A área foi isolada e a Delegacia de Homicídios da Capital acionada", disse a PM em nota.

Bid era irmão do também bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, executado em 2004 aos 42 anos  quando saía de uma academia com o filho de 15 anos, Myro Garcia, que sobreviveu ao primeiro atentado, mas foi assassinado aos 27 anos, em 2017, também na saída de uma academia.

Bid e Maninho eram filhos de Waldemir Garcia, o Miro, um dos mais poderosos bicheiros do Rio, que foi  presidente de honra do Salgueiro, e que morreu um mês após a morte de Maninho, aos 77 anos,  de causas naturais.   

Também a irmã de Myro e filha de Maninho, Shanna Harrouche Garcia Lopes, foi baleada no ano passado em frente a um shopping no Recreio dos Bandeirantes, também na zona oeste da cidade, mas sobreviveu. O marido de Shanna, José Luiz de Barros Lopes, conhecido como Zé Personal, que trabalhava com a família da mulher, foi morto em 2011. 

Além do jogo do bicho, a família Paes Garcia se envolveu na indústria dos caça-níqueis, o que levou a uma série de assassinatos de parentes, assessores e funcionários de Maninho e, posteriormente de Bid, que assumiu os negócios da família com a morte do irmão

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