MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO
MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

Boatos sobre falta de PMs nas ruas fecham escolas no Rio

Famílias resolveram não mandar seus filhos às escolas no turno da manhã; Coordenadoria Regional de Educação, então, avaliou então ser 'mais prudente' não abrir instituições

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2017 | 18h02

Por conta de boatos sobre a suposta falta de PMs para o patrulhamento do Rio, uma creche, duas escolas e dois Espaços de Desenvolvimento Infantil (pré-escola) ficaram fechadas na zona oeste da capital fluminense na tarde desta sexta-feira, 10. Nenhum incidente que justificasse a medida foi identificado nas proximidades das unidades educacionais.

A Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Lazer do município informou que "notícias desencontradas sobre as manifestações de familiares de PMs, entre elas, a de que a polícia não sairia às ruas, provocou um clima tenso desde o início da manhã", conforme relatado pela 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que abrange 19 bairros, entre eles, Jacarepaguá e Barra da Tijuca.

Em decorrência das notícias falsas, famílias resolveram não mandar seus filhos às escolas no turno da manhã. Com o clima de insegurança, a CRE avaliou então ser "mais prudente" não abrir as escolas no período da tarde. Com isso, 1115 alunos ficaram sem aulas.

A secretaria informou também que uma escola e um Espaço de Desenvolvimento Infantil não funcionaram na região do Complexo do Alemão, na zona norte. O mesmo aconteceu em duas escolas na comunidade do Cesarão, na zona oeste, e em uma da região da Vila da Penha. Nas três situações, no entanto, o problema não foram os boatos, ressalvou a secretaria, e sim tiroteios que não tiveram relação com as manifestações nos batalhões da PM. No total, foram quase 2.500 alunos sem aulas por causa dos confrontos.

 

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