Bombeiros suspendem buscas por esportista que teria sumido no Rio

Segundo corporação, homem que informou ter visto praticante de wing jump não presenciou efetivamente queda na Pedra da Gávea

Danielle Villela, O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2015 | 11h13

Atualizado às 13h25

RIO - Após cerca de 18 horas de operação, equipes do Corpo de Bombeiros suspenderam por volta das 12h desta segunda-feira, 13, as buscas por um esportista que teria caído da Pedra da Gávea, em São Conrado, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Um helicóptero e 13 agentes do Grupamento Florestal Especializado em Resgate em Montanhas fizeram uma varredura no possível local do acidente e nada foi encontrado, segundo nota da corporação.

Por volta das 18h de domingo, 12, um homem acionou o Corpo de Bombeiros informando ter visto um praticante de wing jump, salto com uso de um macacão com asas que plana no ar, o chamado wingsuit. De acordo com o Corpo de Bombeiros, no entanto, o informante não teria visto efetivamente a queda do esportista ou qualquer vestígio da queda. 

"O homem que deu o informe do fato não tinha visto elementos suficientes que caracterizassem um acidente, além disso a unidade não registrou qualquer relato de ausência de amigos ou de familiares de quem possa ter realizado o salto", diz a nota.

Localizada dentro do Parque Nacional da Floresta da Tijuca, a Pedra da Gávea é famosa por ter uma das melhores vistas da cidade do Rio de Janeiro, mas também pelo grau de dificuldade da trilha que leva a seu cume a 842 metros acima do nível do mar.

Os saltos no local, no entanto, não contam com qualquer tipo de fiscalização, ao contrário dos voos de asa delta e parapente que partem da Pedra Bonita, também no Parque Nacional da Floresta da Tijuca. Além disso, o salto com wingsuit não tem a mesma regulamentação que os demais voos.

"Temos três fiscais da rampa de asa delta e três fiscais na rampa de parapente. Sabemos exatamente quem está saltando, a que horas e com qual instrutor. Mas os praticantes de wingsuit não se enquadram na nossa regulamentação, é um esporte novo", afirma Sidney Esch, presidente do Clube São Conrado de Voo Livre.

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