Bombeiros controlam incêndio em Ceasa do Rio de Janeiro

Às 10 horas, bombeiros de sete quartéis conseguem extinguir o fogo que atingiu o pavilhão 34

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

07 de dezembro de 2007 | 09h34

Um curto-circuito pode ter sido a causa do incêndio na Centrais de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa), em Irajá, zona norte da capital fluminense, que destruiu uma loja e atingiu outras três nos pavilhões 33 e 34. Os bombeiros avaliaram que o fogo começou por volta de 4 horas desta sexta-feira, 7, em uma loja de material descartável onde estavam estocadas 30 toneladas de plástico. Ninguém ficou ferido, mas o alto poder inflamável do produto fez com que os bombeiros mobilizados controlassem a situação apenas às 10 horas.   Uma operação de resfriamento do local com água foi realizada ao longo do dia para evitar o surgimento de novos focos de incêndio. Oitenta homens de sete quartéis participaram da operação que contou com 17 viaturas.   "Não sei como isso ocorreu. Trocamos toda a fiação. Acredito que houve um curto, uma fagulha e o fogo se alastrou rápido por causa do material. As duas lojas de hortifrutigranjeiros ao lado e outra nos fundos também foram atingidas, mas o prejuízo foi menor", afirmou o presidente da Associação dos Comerciantes da Ceasa, Waldir Lemos. Ele avaliou em R$ 1,3 milhão o prejuízo dos comerciantes.   Para impedir desabamentos, 60% do pavilhão 34 foi escorado. Apesar do susto, as lojas que não foram atingidas funcionaram normalmente nesta sexta. Para evitar saques, comuns após incêndios na Ceasa, homens do 9º Batalhão de Polícia Militar de Rocha Miranda (Zona Norte)reforçaram o policiamento no local.   Incêndios não são raros nos 16 pavilhões da Ceasa ocupados por cerca de 50 lojas em cada um deles. O ocorrido nesta sexta foi o sétimo nos últimos quatro anos. Em outubro deste ano, um incêndio destruiu 1 milhão de caixotes de madeira que estavam estocados em um terreno das Centrais ao lado dos pavilhões. Em outro caso famoso, em 2002, cerca de 3 mil moradores das favelas Pára Pedro, Acari e Amarelinho, todas elas vizinhas do Ceasa, saquearam lojas após o fogo que destruiu 50 lojas.   No ano seguinte, o mesmo ocorreu mesmo sob ameaça de desabamento das lojas sobre os saqueadores. O ano 2003 também registrou o maior incêndio quando foram destruídos 70 lojas, com prejuízo estimado em R$ 145 milhões.   Matéria ampliada às 16h59

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