Bombeiros farão buscas por vítimas de ciclovia por até 3 semanas

Segundo relatos de testemunhas, pelo menos mais três pessoas teriam caído da ciclovia que ruiu na quinta-feira no Rio

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

23 Abril 2016 | 05h00

RIO - O Corpo de Bombeiros do Rio vai realizar buscas por outras possíveis vítimas do acidente por até três semanas. O comandante das unidades de salvamento marítimas, Marcelo Pinheiro, afirmou que a corporação trabalha o com a possibilidade de que haja até mais três corpos no mar. Ainda não houve a confirmação de novas vítimas, já que ninguém procurou a Defesa Civil em busca de parentes desaparecidos após o desabamento da ciclovia.

Segundo o relato de testemunhas que viram o desastre, pelo menos mais três pessoas teriam caído da pista, que ruiu em um trecho de aproximadamente 50 metros. Ciclistas que passavam no local disseram que uma das vítimas desaparecidas seria uma mulher que tirava fotos do celular, encostada na mureta da pista. 

Os corpos de dois homens resgatados no mar, na quinta-feira, 21, já foram identificados. O primeiro foi o do engenheiro Eduardo Albuquerque, de 53 anos. Ele morava em Ipanema e corria de casa até o Leblon. A mulher dele, a médica Eliane Albuquerque, viu o acidente pela televisão e suspeitou que o marido pudesse mesmo estar entre as vítimas. Ficou desesperada ao ver o corpo na praia. O casal tem um filho de 15 anos.

A segunda vítima a ser identificada foi o gari comunitário Raimundo Severino da Silva, de 60 anos.

Trabalhos. “As buscas aéreas vão continuar até duas ou três semanas porque os corpos demoram de 3 a 15 dias para emergir à superfície. Além disso, eles podem se descolar a distâncias muito grandes. Podem ser encontrados até na praia do Recreio dos Bandeirantes”, explicou. O comportamento do mar nesta sexta, no entanto, não ajudou a procura.

“A maré está agitada e o mar, escuro, o que prejudicou o trabalho dos cerca de 40 bombeiros que participaram da ação. Estamos esperando o mar ficar mais calmo para que os mergulhadores possam fazer abordagens no costão para ver se há possíveis corpos presos nas fendas”, disse Pinheiro.

Também se realizaram buscas aéreas, com helicópteros; terrestres, com o uso de binóculos; e marítimas, com moto aquáticas e barcos. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Eboli fizeram uma perícia, pela manhã, no trecho que desabou. Eles desceram até as pedras localizadas embaixo da Avenida Oscar Niemeyer para analisar a estrutura que sobrou.

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