Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Bombeiros são levados para Batalhão de Choque da PM no Rio

Segundo o Comandante geral da PM, não há informações sobre feridos com gravidade

Ricardo Valota, do estadão.com.br

04 de junho de 2011 | 07h12

SÃO PAULO - Micro-ônibus da Polícia Militar não param de transferir bombeiros manifestantes do quartel central da corporação, no centro do Rio, para o Batalhão de Choque da PM. Parte dos manifestantes ainda se encontra no pátio do quartel central, de onde os coletivos da PM saem em direção à sede do Choque. Centenas de bombeiros já foram encaminhados presos.

 

Em entrevista em frente ao quartel central dos bombeiros há pouco, o coronel Mário Sérgio Duarte, comandante geral da Polícia Militar, afirmou que a negociação entre a PM e os bombeiros não saiu como ele gostaria, ou seja, sem a necessidade de uma ação efetiva da PM, mas que a operação de invasão foi feita com todo cuidado e não há informações sobre pessoas feridas com gravidade nem perfurações à bala.

 

Todos os feridos, entre eles parentes dos bombeiros e os militares, foram levados para o Hospital Souza Aguiar. "Os bombeiros serão presos por crime de natureza militar. Não tenho ainda o número de bombeiros que foram presos", afirmou o coronel.

 

Invasão. Por volta das 6h05, o Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), acuaram parte dos manifestantes, forçando-os a se posicionar próximo ao portão da frente, já que a invasão ocorreu pelos acessos do fundo

 

Os tiros ouvidos por quem estava fora do quartel eram todos de festim, mas assustaram aos manifestantes, que também foram enfrentados com bombas de efeito moral. Muitos dos bombeiros, ironicamente, aplaudiram a ação do policiamento ostensivo que invadiu o quartel. Um grupo realizou uma caminhada no entorno do pátio gritando palavras de ordem.

 

Crianças e esposas dos manifestantes foram para salas localizadas no segundo andar do prédio, onde o gás lacrimogêneo não teria chegado. Três supostos líderes do movimento deixaram o pátio detidos e teriam sido encaminhados para a sede do Batalhão de Choque.

 

Uma nota da Secretaria Estadual da Fazenda afirma que essa manifestação dos bombeiros foi um "gesto de radicalização" e que é o governo que espera uma contraproposta salarial dos bombeiros e não o contrário. A nota da Fazenda ainda cita os números relativos ao impacto do aumento salarial exigido pela corporação, que exige salário inicial de R$ 2 mil. Um soldado dos bombeiros recebe atualmente R$ 950,00 no início de carreira.

 

Notícia atualizada às 10h20.

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