Buscas por desaparecidos em acidente continuam no Rio

Quinze pessoas, segundo a Petrobras, foram resgatadas com vida e outras quatro ainda estão desaparecidas

Solange Spigliatti, estadao.com.br

27 de fevereiro de 2008 | 08h54

As buscas às quatro pessoas desaparecidas após um acidente com um helicóptero que prestava serviços à Petrobras, no Rio, continuavam na manhã desta quarta-feira, 27, segundo informações da assessoria de comunicação da estatal. As equipes de resgate não interromperam as buscas durante a madrugada, de acordo com a assessoria, mas até as 8h30 ainda não havia informações sobre as vítimas. Quinze pessoas, segundo a Petrobras, foram resgatadas da água com vida e outras quatro ainda estão desaparecidas. A estatal confirmou oficialmente a morte de uma pessoa morreu. O Super Puma que prestava serviços à Petrobras tentou o pouso a cerca de 100 quilômetros do litoral fluminense. A aeronave, de prefixo 332L2, havia acabado de decolar da plataforma P-18 em direção a Macaé, no norte fluminense, com 20 pessoas a bordo - 17 passageiros e três tripulantes. A identidade do morto não foi divulgada. Chovia muito e o mar estava agitado no momento do acidente, às 16h15 de terça-feira, 26, mas pilotos garantiram que havia condições de vôo. A P-18 fica no Campo de Marlim, a 109 quilômetros do litoral. O Comando do 1º Distrito Naval confirmou o resgate de 15 passageiros, realizado por 13 embarcações da própria Petrobrás, além de três helicópteros. A Marinha também deslocou um navio para ajudar na busca aos desaparecidos.  No início da noite, o co-piloto Sérgio Ricardo Miller foi levado de helicóptero para o Hospital Público de Macaé. Ele quebrou a costela e seu estado de saúde é estável. As outras 14 pessoas resgatadas receberam os primeiros socorros na plataforma e não tiveram ferimentos graves. Segundo a Petrobras o helicóptero que decolou da P-18 fez um pouso forçado, mas não afundou.  Pouso forçado ou acidente O diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindpetro), Marcos Breda, criticou a nota divulgada pela estatal. "A Petrobras chamou isso de pouso forçado, mas entendemos como um acidente", disse ele. O sindicato exigia que a estatal divulgasse imediatamente o nome dos passageiros resgatados e desaparecidos. "Não estamos mais conseguindo falar com a plataforma, acreditamos que os troncos de telefone tenham sido cortados para que a Petrobrás fale o que quiser".  A BHS Táxi Aéreo, que presta serviços a Petrobras, informou que a aeronave tinha apenas dois anos de uso e possui um dispositivo que a faz flutuar em caso de pouso forçado na água. Não é a primeira vez que um helicóptero da mesma empresa cai na Bacia de Campos, ao prestar serviços à Petrobrás. Em julho de 2004, um modelo Sikorsky caiu com nove pessoas quando seguia para a plataforma P-31, no campo de Albacora. Três pessoas morreram.  Em julho de 2003, cinco pessoas morreram na queda de um helicóptero da BHS quando o aparelho se aproximava do navio de apoio Toisa Mariner, onde deveria pousar. A hélice do helicóptero bateu no mastro, fazendo com que o comandante perdesse o controle. A aeronave girou no ar a uma altura de 100 metros e caiu na água. No ano passado, 19 pessoas, entre elas 9 funcionários da Petrobrás, morreram na queda de um bimotor da Team que ia de Macaé para o Rio e bateu numa montanha entre Rio Bonito e Araruama.

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