EMBRAER/DIVULGACAO
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Buscas por piloto desaparecido há 13 dias em Saquarema continuam

Avião que realizada treinamento se chocou com outra aeronave em 26 de julho; até esta terça-feira, só foram encontrados dois pneus do trem de pouso principal

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2016 | 12h08

RIO - Pelo décimo terceiro dia consecutivo, a Marinha do Brasil realiza nesta terça-feira, 9, buscas pelo piloto que caiu no mar de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, em 26 de julho.

A queda e o desaparecimento aconteceram depois que o avião A-4 Skyhawk, em que o militar realizava um treinamento, chocou-se com aparelho idêntico. O piloto do caça teria se ejetado da aeronave. O outro caça, mesmo avariado, pousou em segurança na Base Aérea e Naval de São Pedro d'Aldeia.

A identidade do militar desaparecido não foi revelada. Até esta terça-feira, só foram encontrados dois pneus do trem de pouso principal da aeronave, nas Praias de Monte Alto, em Arraial do Cabo, e do Peró, em Cabo Frio, o que fez com que as buscas fossem intensificadas no litoral da região.

Segundo a Marinha, no final da tarde do último domingo, 7, o navio de socorro submarino "Felinto Perry" e o navio de pesquisa hidroceanográfico "Vital de Oliveira" , utilizados desde o início das operações de busca, saíram temporariamente de ação para reabastecimento no Rio. Retornarão à área nesta quarta-feira, 10.

Equipes de apoio permanecem na região realizando buscas. Porém, de acordo com a Marinha, a ressaca do mar, nos últimos dias, tem dificultado os trabalhos. 

Quando se acidentaram, os dois pilotos faziam um treinamento de ataque a alvos de superfície, a cerca de 100 quilômetros do litoral. A Marinha explicou que, durante o voo de afastamento do navio para a realização de um novo ataque, houve a colisão entre as aeronaves, "com a provável ejeção do piloto e queda de uma delas no mar". 

Um inquérito policial-militar (IPM) foi instaurado para apurar as circunstâncias do acidente. A Marinha também criou uma Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos para identificar os fatores que contribuíram para o acidente e prevenir novas ocorrências. O exercício de treinamento não tinha conexão com a segurança da Olimpíada, segundo o órgão.

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