Cabral decreta estado de calamidade em Cardoso Moreira

Há falta de água na cidade e quase 10 mil dos 12 mil moradores precisaram deixar suas casas

Talita Figueiredo, Agência Estado

22 de dezembro de 2008 | 19h54

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), decretou nesta segunda estado de calamidade pública no município de Cardoso Moreira. Há falta de água e quase 10 mil do total de 12 mil moradores da cidade precisaram deixar suas casas. No total, o Estado tem mais de 44 mil vítimas da chuva, principalmente nas regiões norte e noroeste do Estado. Onze municípios já decretaram situação de emergência.   Veja também: Tudo sobre as vítimas das chuvas      O município de Campos, que foi muito afetado pelas chuvas do fim de novembro, ainda sofre com as cheias da Lagoa Feia e do Rio Paraíba do Sul. A Defesa Civil implodiu no domingo, 21, à noite o terceiro dique irregular que impedia a redução do nível da água de rios e lagoas da região. Uma das máquinas da Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas) sofreu sabotagem e quase impediu a implosão. A Polícia Civil abriu inquérito para descobrir quem cortou as mangueiras e danificou o motor da draga flutuante usado na operação.   Nesta segunda, peritos e o delegado delegado da 134ª DP, Marcos Vinícios, estiveram no local. Moradores do entorno da Lagoa Feia vão prestar depoimentos sobre o caso. O empresário Ari Peçanha, dono da propriedade onde está o dique, também será chamado para prestar esclarecimento sobre a sabotagem. O promotor de Direitos Difusos do Ministério Público estadual, Marcelo Lessa afirmou que, além do inquérito policial, vai propor ações para os responsáveis pelos diques irregulares respondam por crimes ambientais.   Em Cardoso Moreira, onde há falta de água potável e impossibilidade da população de cozinhar os itens da cesta básica das doações, a Secretaria de Saúde decidiu arrendar uma lanchonete, localizada em um posto de gasolina, e contratar quatro cozinheiros. "É uma situação muito triste. As pessoas estavam há mais de 48 horas sem comer e sem beber água. Continuaremos servindo refeições até quarta-feira, quando esperamos que as águas baixem e as pessoas consigam retornar às suas casas", disse o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.   O Comando Militar do Leste, atendendo solicitação dos governos municipais do Rio e Estadual tem prestado apoio desobstruindo vias, disponibilizando assistência médica e material nas regiões afetadas pelas chuvas.

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