Cabral defende aborto para conter a criminalidade

Para o político, a falta de controle de natalidade é uma 'fábrica de produzir marginal'

Natália Zonta, Estadão

24 Outubro 2007 | 18h30

O governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB) defendeu nesta quarta-feira, 24, em coletiva no 35º Congresso Brasileiro de Agência de Viagens e Feira das Américas (ABAv - 2007), o aborto como método de redução da violência no Estado. Em entrevista ao site G1, o político chegou a declarar que a falta de um controle de natalidade mais severo e a não legalização do aborto é "uma fábrica de produzir marginal". Ao ser questionado sobre a afirmação, se irritou e decidiu ser mais ponderado.   "Hoje, no Rio em áreas mais nobres, como na Tijuca se encontra taxas de natalidade de países civilizados, desenvolvidos, onde as pessoas têm consciência. Infelizmente, nas comunidades mais carentes daqui, as mulheres não têm orientação do governo sobre planejamento familiar e têm taxas equivalentes aos países mais atrasados da África. Tem tudo a ver com violência", disse.   Segundo Cabral, a idéia de que a legalização do aborto teria relação com a diminuição da criminalidade foi comprovada pelos americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, autores do livro Freakonomics, que relata a mudança desses números na década de 70, quando o aborto foi legalizado no País. "Você acha que uma mãe que tem quatro filhos aos 20 anos de idade, que não tem nem o primário completo tem condições de dar um futuro familiar a uma criança ? Nós temos que dar a possibilidade de ter um hospital público para interromper a gravidez", disse Cabral.   Ao ser novamente questionado sobre sua declaração ao site, foi ainda mais agressivo. "Eu quero trabalhar, combater a criminalidade, não ficar respondendo blá blá blá que não leva a nada."

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