Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Cabral evita comentar ação da PM em protesto de professores

Em encontro com empresários, governador limitou-se a afirmar que o Rio paga o melhor salário estadual aos docentes; funcionários do município, por sua vez, fizeram ato contra plano de carreira aprovado pela Prefeitura

Wilson Tosta, O Estado de S. Paulo

02 Outubro 2013 | 12h41

RIO - O governador do Rio, Sérgio Cabral, não fez comentários sobre a ação da PM na repressão aos protestos dos professores municipais, na noite dessa terça, durante a votação do Plano de cargos e salários da categoria na Câmara Municipal da capital. Em um discurso de 16 minutos nesta quarta-feira, 2, durante o lançamento do Programa de Apoio à Indústria de Plástico do Estado do Rio, no Palácio Guanabara, Cabral fez mais um balanço otimista de seu governo,com elogios à sua política de atração de investimentos, de segurança e em outros setores.

"É muito bom chegar ao sétimo ano do governo com outra perspectiva", disse ele, para uma plateia de empresários, secretários e assessores. "O Estado do Rio paga hoje o melhor salário estadual para professores do Brasil em hora-aula. Quando cheguei, os professores estavam havia doze anos sem reajuste. Pagamos bonificação para escolas por desempenho", afirmou o governador. Cabral evitou dar entrevista após o pronunciamento, retirando-se rapidamente.

Protestos. Em um dos maiores confrontos entre forças de segurança e manifestantes desde junho, a manifestação de professoras nessa terça foi marcada por bombas explodindo durante toda a tarde e noite nos três pontos mais frequentados do centro do Rio: a Praça da Cinelândia e as Avenidas Rio Branco e Presidente Vargas. Vidraças foram destruídas e fachadas de bancos, quebradas. Policiais foram xingados e apedrejados e reagiram com spray de pimenta e explosivos. Houve pelo menos 17 prisões e 8 pessoas ficaram feridas.

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