Caderno apreendido na Coréia mostra movimentação do tráfico

Folhas de um caderno universitário, apreendidas na casa em que cinco homens trocaram tiros por cerca de duas horas com policiais civis, vão ajudar a polícia a traçar a movimentação do tráfico na Favela da Coréia. Nas folhas, há informações sobre propinas pagas a policiais, gastos com serviços médicos para feridos em tiroteios, advogados (que concentram as despesas mais altas), entre outras anotações. Mãe chora morte do filho, com bebê no colo 'Bandido que não tem medo não conheceu o Bope', diz ex-comandante  Imagens da operação na Favela da Coréia  Traficantes pagaram dois "arregos" (gíria para propina) nos dias 29 de setembro (quinta-feira) e 5 de outubro (sexta-feira), de R$ 3 mil cada um. Também enviaram R$ 2.000 para pagar advogados em Brasília e outros R$ 2.500 para o pagamento de uma advogada no Paraná. O nome "Flávia" aparece nas duas anotações. O traficante Robson André da Silva, o Robinho Pinga, chefe do tráfico na favela, está preso no Presídio de Segurança Máxima de Catanduva. Aparecem ainda inscrições a respeito de assistência a feridos. Num dos trechos lê-se: "50 - Baliado. 500-Médico". A operação de uma filha do criminoso identificado como Vovô custou R$ 4 mil à quadrilha. As folhas mostram ainda que o tráfico ali mantém práticas assistencialistas. Há dezenas de anotações de pagamento de botijões de gás, a R$ 32. A festa do Dia das Crianças na favela custou R$ 1.700. Já o Baile Funk na Favela do Rebu, vizinha à Coréia, saiu a R$ 3.500. Na operação da Polícia Civil na Favela da Coréia na quarta-feira, 12 pessoas morreram, entre eles uma criança e um policial. Poder de fogo   Quatro policiais ficaram feridos e 13 pessoas foram presas. A própria polícia ficou surpresa com o poder de fogo dos traficantes, já que em muitos pontos da favela policiais foram encurralados pelos traficantes e precisaram pedir reforços e munição. O próprio comandante da operação, delegado Allan Turnowski, teve de solicitar o apoio do helicóptero da Polícia Civil para conseguir sair do interior da favela. "A atuação do helicóptero tem que ser muito elogiada. Ele foi usado de forma a não permitir que os traficantes pulassem muros. Em um determinado momento, eles pousaram o helicóptero, desceram para a infantaria e voltaram para o helicóptero para sobrevoar a área", disse Turnowski.   Imagens da TV Globo mostram um dos momentos mais tensos da operação aconteceu por volta das 11 horas. Policiais que estavam no helicóptero trocavam tiros com traficantes que se escondiam dentro de casas, e fugiam para a mata, na tentativa de escapar da mira dos policiais. Durante a operação, foram apreendidos pela polícia uma metralhadora ponto 30, cinco fuzis, seis pistolas, quatro granadas e munição. var keywords = "";

18 Outubro 2007 | 18h59

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