EFE/Mario Vasconcellos/CMRJ
EFE/Mario Vasconcellos/CMRJ

Câmara terá sessão para analisar projetos de Marielle

Após um mês do assassinato da vereadora, pelo menos oito projetos de sua autoria devem ser apreciados em caráter extraordinário

Renata Batista, Rio de Janeiro

14 Abril 2018 | 09h15

A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro terá uma sessão extraordinária para apreciar projetos da vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada há um mês. De acordo com o vereador Tarcísio Motta, do mesmo partido,  provavelmente serão votados oito projetos, entre os quais a proposta de criação de espaços infantis para atender mães que trabalham no período noturno, assistência técnica gratuita para moradores de habitações populares e uma campanha contra o assédio no trabalho. Todos têm chance de aprovação. 

"Tivemos a sensibilidade de tirar da pauta projetos mais sensíveis, como o de garantia do SUS nos casos de aborto legal. A ideia não é uma sessão com grandes embates políticos", explicou o vereador.

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Segundo ele, a sessão extraordinária deve ocorrer no início de maio. Permitirá  a apreciação de projetos que, de outra forma, poderiam levar anos para serem analisados, já que teriam que ser puxados por outros parlamentares que precisariam abrir mão dos próprios projetos.  "São 51 vereadores e cada um só pode puxar um projeto por vez. Em média, cada parlamentar só consegue aprovar um projeto por ano", completou.

Na semana passada, a Câmara aprovou o Dia de luta contra o encarceramento negro, que será em 20 de junho, quando o Psol promete novas manifestações em memória de Marielle. Na sessão extraordinária, o partido espera aprovar também o projeto que batiza a tribuna do plenário com o nome da vereadora. 

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Na manifestação realizada na manhã de hoje, no Largo do Machado, para marcar um mês do assassinato da Marielle, Anielle Franco prometeu manter vivo o legado da irmã. "Não tenho a intenção de me candidatar, mas queremos atuar. Pode ser por meio de uma fundação, de ações na Maré. Ainda não sabemos", disse Anielle. 

O vereador Tarcísio Motta explicou que o partido tem procurado alocar a equipe do mandato de Marielle para manter as atividades que ela desenvolvia. Uma parte continua trabalhando 

Desde o início da manhã, dezenas de pessoas passaram pelo Largo do Machado, onde as lideranças do Psol iniciaram o movimento que marca um mês do assassinato. A expectativa é que manifestantes que realizam atividades em dezenas de pontos da cidade se reúnam no fim da tarde, no Largo do Estácio, onde ocorreu o crime. O candidato do Psol à presidência, Guilherme Boulos, participa das ações

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