Cambistas reclamam da crise no entorno do sambódromo

Com preços salgados, vendedores têm grande dificuldade para vender ingressos; entradas para camarotes com melhor visão do desfile encalharam

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2017 | 23h05

RIO - Todo ano o entorno do sambódromo do Rio fica cheio de cambistas. Este carnaval, os vendedores reclamam que estão tendo dificuldade para vender os ingressos. "O carnaval está abandonado, nem o prefeito veio", disse um dos cambistas, fazendo piada da ausência do prefeito Marcelo Crivella (PRB). Em seu primeiro carnaval no cargo, o prefeito não virá prestigiar as escolas de samba neste domingo - ainda que as agremiações o tenham apoiado em sua eleição, inclusive pedindo votos em seu nome.

Os preços estão salgados: o setor 12, popular, que custava R$ 10 oficialmente, sai por até R$ 100 nas mãos dos cambistas; os ingressos do setor 2 de R$ 220 passam a R$ 450. "Mas já vou baixar, para poder vender. O povo está sem dinheiro. Isso aqui anos atrás estava bem mais movimentado a uma hora dessa", contou um outro vendedor, bem perto da entrada do setor 2.

Por causa da crise, parte dos camarotes mais caros da Sapucaí, de onde se tem a melhor visão dos desfiles, encalharam. A solução da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) foi entregá-los às agremiações, para que os espaços vazios não chamassem atenção no sambódromo. 

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