PMERJ
PMERJ

Câmera na farda: Rio inicia implementação de programa de monitoramento com 1,6 mil policiais

Governador Cláudio Castro, por sua vez, declarou que os equipamentos fazem parte do investimento do governo em segurança pública e defendeu a atuação da Polícia Militar

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2022 | 11h53

RIO - Mais de 1,6 mil policiais militares de nove batalhões do Rio passarão a utilizar câmeras em suas fardas a partir desta segunda-feira, 31. A implementação do monitoramento ocorre menos de uma semana após uma operação que reuniu três forças policiais acabar com saldo de pelo menos 23 mortos na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Com o passar do tempo, as câmeras deverão constar nos uniformes de 21,5 mil agentes.

Segundo o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Pires, o uso do equipamento servirá para proteção do próprio PM. “Hoje (segunda) a gente inicia um momento diferenciado na Polícia Militar, dos órgãos de segurança pública. A gente começa a instalar um equipamento de proteção para os policiais militares, de garantia de sua integridade, da garantia de uma prestação de serviço de qualidade”, disse o comandante da PM, ao lado do governador do Rio, Cláudio Castro (PL).

Segundo Pires, o equipamento “não vem para punir ou vigiar ninguém”, ainda que, ele admite, deverá causar mudanças nas abordagens. “Evidentemente, trará mudanças no comportamento do policial militar e da própria sociedade”.

Dizendo reiteradas vezes que o uso das câmeras servirá para proteger o policial, o coronel destacou ainda que “o equipamento que vai demonstrar e comprovar a excelência do serviço prestado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro”.

O governador Cláudio Castro, por sua vez, declarou que as câmeras de segurança fazem parte do investimento do governo em segurança pública e defendeu a atuação da Polícia Militar. “Segurança Pública não é fácil fazer. A gente ouve por aí muito especialista disso, especialista daquilo, nós respeitamos demais a academia, respeitamos demais àqueles que se devotam a estudar, mas entre a teoria e a prática da segurança pública, o que está em meio a isso são vidas. Essas vidas são o motivo da Polícia Militar existir”, sustentou.

A lei que determina o uso de câmeras acopladas ao uniforme dos policiais foi sancionada pelo governador Cláudio Castro em junho do ano passado, mas ela nada mais é do que um adendo à outra, que surgiu há 13 anos.

Em 2009, um Projeto de Lei estabeleceu a instalação de câmeras de vídeo e de áudio nas viaturas da Polícia Militar. À época, um dos artigos citava também que "o Estado deverá adotar equipamentos que registrem as operações policiais nas comunidades e em eventos de grande público."

A operação iniciada nesta segunda começou com duas semanas de atraso, mas a empresa responsável pelo fornecimento do equipamento atrasou a entrega.

A instalação faz parte do Programa Estadual de Transparência em Ações de Segurança Pública e Defesa Civil, que busca fiscalizar a atuação dos agentes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.