Reprodução/Facebook
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Candidato a vereador, presidente da Portela é assassinado a tiros no Rio

Marcos Falcon era ex-policial militar, acusado de ligação com milícias e estava jurado de morte havia meses

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2016 | 17h07

RIO - Presidente da escola de samba Portela e candidato a vereador no Rio pelo PP, Marcos Vieira de Souza, o Marcos Falcon, foi assassinado a tiros na tarde desta segunda-feira, 26, em Madureira, zona norte do Rio. O crime foi em pleno comitê da campanha. Dois homens chegaram encapuzados e armados de fuzil. Falcon era ex-policial militar e acusado de ligação com milícias. Estava jurado de morte havia meses, segundo investigações da Polícia Civil do Rio, já sofrera atentados e tinha marcas de tiros pelo corpo.

Conforme informado pela Portela, o comitê não estava cheio no momento do crime. A ação foi rápida: os homens entraram, atiraram e fugiram em seguida. Comparsas davam cobertura à porta do comitê. As pessoas presentes ficaram apavoradas e se jogaram no chão. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.

Casado com a porta-bandeira da Beija-Flor, Selminha Sorriso, o ex-PM elegeu-se presidente da Portela, uma das mais tradicionais escolas cariocas, em maio passado - então vice-presidente, era candidato único. Sua missão, ele dizia, era sanear as dívidas milionárias acumuladas e devolver à Portela o destaque que a escola, fundada em 1923 e com 21 títulos em sua história - o que faz dela a maior campeã do carnaval -, já tivera no passado (os portelenses não são campeões desde 1984).

Neste ano, com o carnavalesco mais badalado do País, Paulo Barros, a Portela ficou em terceiro lugar, uma “ressurreição” creditada à liderança de Falcon.

Em 2011, quando diretor de carnaval da agremiação, Falcon foi preso acusado de formação de quadrilha ao levar um miliciano para se apresentar à prisão. Isso porque estava com munição e R$ 33 mil em espécie em seu carro. Foi depois inocentado pela Justiça.

Falcon era subtenente e acabou expulso da corporação. Ele seria o cabeça de um grupo de milícia que age em Madureira e Oswaldo Cruz, bairro onde fica a Portela. Ele foi acusado também de tramar o assassinato da ex-chefe de Polícia Civil Martha Rocha, hoje deputada estadual. 

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