Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Carro quebrado tira alegria do desfile da Grande Rio sobre Chacrinha

A escola estourou o tempo determinado para o desfile e deve ser penalizada com perda de pontos

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2018 | 04h21

Na estreia do carnavalesco Renato Lage, campeão cinco vezes na Sapucaí, a Grande Rio divertiu o público com uma homenagem ao centenário do apresentador Chacrinha (celebrado em 2017), recorrendo a seu apelo popular mesmo passadas três décadas de sua morte. Mas um problema no sexto e último carro, que empacou na Avenida Presidente Vargas e não entrou no Sambódromo, derrubou a escola. O desfile terminou com desfilantes em prantos. O tempo foi estourado em cinco minutos, o que trará penalidade à agremiação.

O carro representava o carnaval de Recife, que Abelardo Barbosa brincou quando jovem. Muito largo por conta das ornamentações, ele não conseguiu passar numa agulha de cerca de 10 metros da via para seguir para o Sambódromo. Integrantes contaram que a falha teria sido na roda maluca do veículo, equipamento que serve para lhe dar direcionamento. 

O problema paralisou a evolução da escola. Abriu-se de um buraco enorme e alas passaram a frente para que o desfile pudesse ser encerrado. Enquanto isso, integrantes de apoio tentavam a todo custo retirá-lo da via. Ele foi rebocado ao fim da apresentação. O trabalho levou mais de uma hora.

Tudo ia relativamente bem até esse incidente. O samba-chiclete foi bem cantado, especialmente quando anunciava "Oh Terezinha, oh Terezinha/ a Grande Rio é o Cassino do Chacrinha", e as fantasias tinham leitura fácil. Mas a profusão de alas vestidas de Velho Guerreiro poderia ter sido evitada. 

As arquibancadas se divertiram com as referências ao programa semanal do apresentador, como a presença da cantora Gretchen e  Carlos Evanney, cover de Roberto Carlos (distribuindo rosas como o cantor), e também de dançarinas ousadas como as charretes. 

As postas de bacalhau de espuma lançadas por empurradores de carros causaram frisson, assim como a porta-bandeira Veronica Lima, maquiada como a "jurada de calouros" Elke Maravilha. 

Só os jurados vão decidir se a agremiação de Duque de Caxias, na Baixada fluminense, vai para o trono ou não vai, mas sua expectativa de conquistar o primeiro campeonato  acabou na Presidente Vargas. 

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