Casa de ex-controlador do Banco Nacional é assaltada

Criminosos que entraram na residência, na Gávea, fugiram e ainda não foram identificados

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

03 Março 2015 | 18h33

RIO - A casa do ex-controlador do Banco Nacional Marcos Magalhães Pinto foi assaltada na noite de sexta-feira, 27. A residência fica na Gávea, bairro nobre da zona sul. De acordo com a Polícia Civil, os autores do crime fugiram e ainda não foram identificados. 

O imóvel já passou por perícia realizada pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil. As investigações do caso estão centradas na 15ª Delegacia de Polícia (DP), na Gávea. 

A Polícia Civil não divulgou as circunstâncias do assalto - quantos criminosos participaram, quantas pessoas havia na casa, se houve agressões, o que foi roubado pela quadrilha.

Procurado pelo telefone, o delegado João Alberto Pires Lage, titular da delegacia, recusou-se a falar sobre a invasão da casa do banqueiro. O advogado Nélio Machado afirmou, por telefone, que ainda

não conversara com o cliente sobre o assalto. Ele disse ter tomado conhecimento do caso pela imprensa.

Magalhães Pinto, de 80 anos, foi um dos principais personagens da crise do Banco Nacional, na década de 90, um dos maiores escândalos financeiros até então ocorridos no País.

Em 1995, descobriu-se que a instituição maquiava seus balanços com contas fictícias, que somavam R$ 5,5 bilhões. Em 2013, Magalhães Pinto chegou a ser preso com outros três ex-executivos do Banco Nacional, por determinação do juízo da 1ª Vara Criminal Federal do Rio.

A prisão durou apenas um dia. Os quatro foram soltos por habeas corpus concedido pelo desembargador Ivan Atiê, da 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

Em 2002, Magalhães Pinto foi condenado pela primeira instância da Justiça Federal a 28 anos de prisão por gestão fraudulenta, prestação de informações falsas a sócio investidor ou à repartição pública 

e inserção de elementos falsos em demonstrativo contábil de instituição financeira. 

A defesa recorreu, mas em 2013 o Superior Tribunal de Justiça manteve a condenação, mas reduziu para 12 anos o período de cumprimento da pena. Os advogados do banqueiro estão recorrendo contra a sentença.

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