Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

CEG não detectou vazamento de gás em Fazenda Botafogo

Concessionária realizou testes em toda a rede de distribuição do conjunto habitacional; explosão causou 5 mortes e deixou 9 feridos

Alfredo Mergulhão, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2016 | 14h34

RIO - A Companhia Estadual de Gás (CEG) informou nesta quinta-feira, 7, não ter detectado qualquer vazamento de gás no conjunto habitacional Fazenda Botafogo, na zona norte do Rio de Janeiro, onde uma explosão resultou em cinco mortes e nove pessoas feridas na madrugada de terça-feira, 5. A concessionária divulgou ter realizado testes de estanqueidade e inspeção em toda a rede de distribuição no local, por determinação da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa).

De acordo com a companhia, os testes descartam a "hipótese de infiltração de gás proveniente da rede de rua da CEG para o prédio de número 38, onde aconteceu a explosão".

No entanto, segundo a nota da CEG, não está descartada a possibilidade de existência de eventual escapamento nas instalações internas do prédio onde houve a explosão. 

O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (Icce) realizou perícia no dia do acidente. O prazo para apresentação do laudo é de 30 dias. O delegado Fábio Pacífico Marques, da 40° Delegacia de Polícia (Honório Gurgel, zona norte), responsável pela investigação, disse que precisa do resultado pericial para apontar os culpados pelas mortes e danos materiais. Vazamento de gás é a causa mais provável da tragédia.

Técnicos da CEG iniciaram nesta quinta-feira a verificação das instalações internas de 11 dos 87 prédios do condomínio. Eles estão com fornecimento suspenso por medida de segurança. Na nota, a companhia "reitera que todos os procedimentos e normativas técnicas" relacionadas a padrões de segurança "foram rigorosamente seguidos nos atendimentos realizados".

O prédio está interditado por tempo indeterminado. No dia do acidente, 39 dos 40 apartamentos do edifício estavam ocupados. Apenas duas famílias estão em hotéis pagos pela prefeitura. As demais famílias estão abrigadas por parentes. Os corpos das vítimas foram enterrados na quarta-feira, 6, no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio.

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