Cesar Maia diz que adutora de favela causou deslizamento

A assessoria de imprensa do Cedae nega que adutora na favela Cerro-Corá tenha rompido e causado acidente

Felipe Werneck, Estadão

24 Outubro 2007 | 17h52

O prefeito Cesar Maia disse, nesta quarta-feira, em entrevista à Globo News, que um rompimento de uma tubulação na Favela do Cerro-Corá pode ter causado os deslizamentos de terra na encosta do Túnel Rebouças. Segundo o prefeito, há técnicos da prefeitura e da Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) trabalhando em cima do morro, perto da favela, no conserto da tubulação. A Secretaria municipal de Obras espera que, em 24 horas, no máximo em 48 horas, o túnel esteja liberado.   A assessoria de imprensa da Cedae, no entanto, nega o ocorrido e afirma que a tubulação foi fechada e o fornecimento de água à favela foi suspenso apenas como medida de segurança. O próprio secretário de Obras e Serviços Públicos do município, Eider Dantas, afirma que o mais provável é a chuva tenha sido a causa principal do deslizamento. Mas, não afasta a possibilidade de existir o rompimento. "Tudo está sendo investigado. Mas, a causa principal, sem dúvidas, é a chuva", disse.   Segundo ele, o Túnel Rebouças deve ser liberado ao trânsito na tarde do próximo sábado. Ainda não há condições de segurança para os operários subirem a encosta e trabalharem na remoção de terra e pedras que estão soltas e ainda não caíram na pista. A assessoria de imprensa da Secretaria de Obras informou que cinco mil toneladas de terra caíram na entrada do túnel. Engenheiros consultados pelo estadao.com.br dizem que estrutura do túnel não deve ser afetada.   Segundo o secretário, quando a chuva passar, o primeiro passo será exatamente colocar máquinas para trazer para baixo, para o nível do asfalto, toda a terra que está fofa. Na parte entre as duas galerias do túnel, a Defesa Civil do município montou uma tenda onde os operários aguardam instruções. Mas a Geo-Rio informou que só vai restabelecer os trabalhos de contenção quando a chuva passar, porque há risco de novos deslizamentos.

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