AP Photo/Bruna Prado
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Chefe da PM do Rio relaciona migração de criminosos à decisão do STF que restringiu operações

Coronel deu declaração após operação que resultou em ao menos 21 mortes nesta terça-feira na Vila Cruzeiro. 'Esses esconderijos nas nossas comunidades são fruto da decisão do STF', declarou Luiz Henrique Marinho

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2022 | 16h36

O coronel Luiz Henrique Marinho, secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, relacionou a migração de criminosos para a cidade com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou operações durante o período da pandemia. Uma ação da PM, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF) deixou ao menos 21 pessoas mortas nesta terça-feira, 24, na Vila Cruzeiro, na zona norte da capital fluminense. 

"A gente começa a perceber essa movimentação, essa tendência de ligação com o Rio de Janeiro a partir da decisão do STF. Isso vem se acentuando nos últimos meses e essa tendência, esses esconderijos nas nossas comunidades são fruto da decisão do STF. A gente está estudando isso, mas provavelmente é fruto dessa decisão que limitou as ações das forças policiais do estado na comunidade”, declarou o coronel. 

A PM diz que foi recebida a tiros quando iniciava uma “operação emergencial” com o objetivo de prender chefes de uma facção criminosa que estariam escondidos na comunidade. Segundo a polícia, chefes de outras favelas, como Jacarezinho, Mangueira, Providência, Salgueiro e até de Estados do Norte e do Nordeste estariam abrigados na Vila Cruzeiro. 

Em 2020, o STF determinou que operações policiais em comunidades fluminenses fossem restringidas diante dos impactos causados aos moradores dessas regiões no contexto da pandemia de covid-19 e a necessidade de isolamento social prevista pelos especialistas em saúde. As ações teriam de ocorrer sob um maior escrutínio das autoridades e em situações excepcionais mediante comunicação a instituições como o Ministério Público. De lá para cá, a Corte instituiu novas previsões de controle ao governo do Estado. 

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