Chefe do tráfico no Alemão é preso na Operação Urano

Chefe do tráfico no Alemão é preso na Operação Urano

Até o início da tarde desta quinta, 21 dos 41 mandados de prisão expedidos foram cumpridos e mais quatro pessoas foram presas

Tiago Rogero , O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2014 | 13h45

RIO - Dos 41 mandados de prisão expedidos na Operação Urano, 21 foram cumpridos nesta quinta-feira, durante a ação para combater o tráfico de drogas no complexo de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio. Outras quatro pessoas foram presas, duas em flagrante e duas que estavam foragidas, num total de 25 detidos. Entre eles, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MP-RJ), está o homem que seria o atual líder do tráfico de drogas no Alemão: Edson Silva de Souza, conhecido como "Orelha".

Para Polícia, MP-RJ e Secretaria Estadual de Segurança (Seseg), o grupo está ligado a todos os ataques este ano às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Alemão. Desde o início do ano, seis PMs das UPPs de Alemão e Penha morreram após confronto com traficantes, o último deles na semana passada, o comandante da UPP Nova Brasília. Para todos os órgãos envolvidos na operação, a quadrilha está envolvida também em manifestações de rua no Alemão. "Todas as manifestações ocorridas no Alemão desde janeiro estavam a mando daquela facção criminosa, sob a desculpa de estarem revoltados com a ação da polícia. Mas eram todas ordenadas pelo tráfico de drogas", disse o promotor Fábio Miguel.

Com o acirramento dos confrontos entre policiais e traficantes, este ano, têm ocorrido diversos protestos no Alemão. Um deles, uma "caminhada pela paz", em agosto, pedia o fim da morte de inocentes em confrontos com a polícia. O subsecretário de Inteligência da Seseg, Fábio Galvão, reiterou a posição do promotor: "Esse grupo (alvo da Operação Urano) está envolvido em todas as manifestações, inclusive políticas. Foi tudo orquestrado". O delegado Felipe Curi os acompanhou: "Após todas as operações que fizemos, houve manifestações, todas estimuladas pelo tráfico com a desculpa de que estávamos prendendo inocentes, só porque não tinham antecedentes criminais".

O subsecretário de Inteligência afirmou que não ficou comprovada ainda ligação direta de nenhum dos denunciados com o assassinato do comandante da UPP Nova Brasília, na semana passada. Ele acredita, entretanto, que a quadrilha está sim associada à morte dele e dos outros PMs este ano no Alemão. A morte do comandante está sendo investigada pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil.

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