Portal Procurados/Reprodução
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Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Dendê, é morto pela PM no Rio

Fernando Gomes de Freitas era apontado como líder da quadrilha que controla a venda de drogas na comunidade da Ilha do Governador

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2019 | 08h29

RIO - O chefe do tráfico do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, de 39 anos, foi morto durante uma operação da Polícia Militar na manhã desta quinta-feira, 27, na comunidade. Guarabu era um dos traficantes mais procurados do estado, com 14 mandados de prisão em aberto

Outros cinco homens que seriam da liderança do tráfico na comunidade também foram mortos, entre eles o segundo na hierarquia, Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil. A PM informou que foi recebida a tiros e, por isso, revidou com disparos, matando os seis. Nenhum PM ficou ferido. Um fuzil, quatro pistolas, granadas, radiotransmissores e drogas foram apreendidos durante a operação. 

Fernandinho Guarabu possuía uma extensa ficha criminal, tendo já sido condenado quatro vezes por homicídio e tráfico de drogas. Ele comandou o Morro do Dendê durante 15 anos. O traficante era foragido da justiça desde 2003 e o Portal dos Procurados do Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 30 mil por informações que levassem a sua captura.

Segundo a policia, Guarabu conseguiu se manter tantos anos à frente do tráfico no Dendê porque contava com uma tropa de quase cem homens fortemente armados, além de ter proteção de parte da polícia. Ele atuava como benfeitor da comunidade para não ser denunciado.

A ação no Dendê foi realizada pelo Comando de Operações Especiais, contando com a participação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), Grupamento Aeromóvel (GAM) e Batalhão de Ações com Cães (BAC).

Segundo o porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess, a ação foi organizada porque os policiais tinham a informação de que haveria uma reunião das principais lideranças do tráfico na manhã desta quinta-feira.

"Foi uma operação planejada e coordenada pelo coronel Sarmento, do Comando de Operações Especiais. Tínhamos informação privilegiada e foi feita a incursão, sempre com toda cautela para as pessoas que residem no local. Houve um confronto provocado pelos marginais que resistiram à prisão".

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