Chinesa desaparece depois de comprar U mil no Rio

Ye Gueo, de 35 anos, tinha acabado de sair de uma casa de câmbio; família não consegue contato

Nicola Pamplona, do Estado de S. Paulo

19 de julho de 2008 | 22h30

A polícia do Rio investiga o desaparecimento da chinesa Ye Gueo, de 35 anos, que havia acabado de comprar US$ 130 mil em uma casa de câmbio. A última vez que Ye Guoe falou com o marido foi na quinta-feira e, desde então, a família não consegue contato com seu celular. Segundo reportagem divulgada ontem pelo Jornal Nacional, ela foi vista pela última vez por um taxista que a pegou na porta de um shopping center na Zona Oeste da cidade.   Em depoimento à polícia, o taxista afirmou ter sido parado por uma viatura da polícia com quatro pessoas portando distintivos parecidos com o usado pela Polícia Civil. Os supostos policiais disseram para ele ficar tranquilo, que tratava-se de uma investigação, e detiveram Ye Guoe. "Já desligaram o telefone dela e não tem mais contato nenhum. A minha avaliação é que o pior aconteceu", afirmou ao Jornal Nacional o advogado da família, Antônio Ferreira Daltro.   O marido de Ye Guoe, Chien Chien Hou disse que sua esposa é comerciante e não explicou porque ela carregava US$ 130 mil. A corregedoria da Polícia Civil informou que está levantando todas as viaturas com as características descritas pelo taxista, em busca dos responsáveis. "Esperamos que, no menor tempo possível, identifiquemos os policiais envolvidos no fato", afirmou a corregedora Ivanete Araújo. Há, no entanto, extenso histórico de crimes cometidos por falsos policiais na cidade. Em agosto do ano passado, por exemplo, a reportagem do Estado flagrou assalto a um dono de casa de câmbio na Barra da Tijuca, zona Oeste da cidade, por dois bombeiros disfarçados de policiais federais. A quadrilha solicitou ao empresário a entrega de US$ 15 mil em uma concessionária de automóveis, alegando que o dinheiro seria usdo para a compra de um carro importado.   Ao chegar à concessionária, porém, o empresário percebeu que se tratava de um golpe, uma vez que ninguém havia solicitado o dinheiro. No caminho de volta, foi abordado pelos dois homens, mas resistiu ao sequestro. Ao perceberam a reportagem do Estado, os bandidos fugiram levando apenas o dinheiro. A polícia depois identificou os bombeiros Tito Livio de Paula Franco e Antônio Lázaro da Silva Franco como responsáveis pelo golpe.

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