Choque entre trens deixa oito mortos e mais de 110 feridos

Segundo a concessionária do sistema de trens no Rio de Janeiro, havia cerca de 400 pessoas no trem

Fabiana Marchezi e Gustavo Miranda, estadao.com.br

30 de agosto de 2007 | 17h17

Um choque entre dois trens da Central do Brasil deixou pelo menos oito mortos e mais de 110 feridos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na tarde desta quinta-feira, 30. O Corpo de Bombeiros, no entanto, confirma oito mortes. Um dos trens tinha cerca de 400 passageiros e o outro estava vazio. De acordo com as informações da Supervia, concessionária que administra a via, o trem WP-908 atravessava da linha 1 para a linha 2, quando foi atingido pelo trem de passageiros, prefixo UP-171. O acidente foi considerado o mais grave dos últimos seis anos, segundo a concessionária.   Veja também: Governo encerra resgate no acidente com trens  Laudo do choque de trens sai em 10 dias  Veja outros acidentes no Brasil e no mundo  Empresa vai dar informações do acidente por telefone   O UP-171 partiu às 15h10 da Central do Brasil com destino a Japeri. O acidente ocorreu a cerca de 200 metros da estação de Austin, distrito de Nova Iguaçu, uma das últimas estações da linha. O choque foi tão forte que o último vagão do WP-908 descarrilou. Os dois primeiros vagões do trem de passageiros também saíram dos trilhos. Muitas pessoas ficaram presas às ferragens.   O acidente ocorreu próximo a um portão de acesso à linha férrea. Moradores das redondezas, ao ouvirem o estrondo, correram para o local e socorreram as vítimas menos graves. Elas foram levadas de carro para hospitais das redondezas. "Eu estava dormindo, mas de repente escutei aquele estrondo enorme, a poeira levantando e um clima de desespero. Depois que o trem parou muita gente saiu correndo. Quando desci, vi coisas horríveis. Tinham pessoas debaixo do trem, corpos revirados, muito feio mesmo", contou Diana Gonçalves, de 53 anos, passageira do terceiro vagão.   O instrutor de equitação Robson de Oliveira, de 44 anos, também estava no mesmo vagão e tentou ajudar os outros passageiros. "Tinha muita gente presa nas ferragens. Eu vi pelo menos um morto. Foi horrível. Tinha muita gente desesperada, com crise nervosa", contou.   Ajuda de outros quartéis   Bombeiros de 15 quartéis seguiram para o local do acidente. Cerca de 60 bombeiros e 100 homens da Defesa Civil de Nova Iguaçu trabalharam no resgate dos passageiros. Uma equipe da coordenação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) fazia a triagem dos feridos.   Os mais graves - 22 até as 18h30 - foram levados para o Hospital da Posse. Os demais foram divididos pelos hospitais de Saracuruna e Duque, ambos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e unidades de atendimento pré-hospitalar em Nova Iguaçu.

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