Chuva pode adiar reabertura do Túnel Rebouças, diz secretário

Cedae está pedindo indenização por causa das acusações de que seria culpada pelo deslizamento no túnel

Talita Figueiredo e Pedro Dantas, Estadão

30 Outubro 2007 | 13h18

O secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira, disse nesta terça-feira, 30, que a chuva pode adiar a reabertura total do Túnel Rebouças, prevista para amanhã. "Não podemos comprometer a segurança dos usuários, nem dos operários. Vamos aguardar a confirmação do bom tempo para confirmar a reabertura do Rebouças à tarde", disse o secretário.   De acordo com a Meteorologia, há possibilidade de pancadas de chuva no fim do dia, na cidade. O trânsito na única galeria aberta do Rebouças, no sentido sul-norte, é intenso e permanece complicado, com engarrafamentos e retenções, em várias ruas da capital fluminense.   A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) entrou nesta terça-feira, 30, com uma ação indenizatória contra o Secretário Municipal de Obras do Rio, Eider Dantas, em razão das declarações que ele tem dado sobre a possibilidade de o deslizamento de terra que fechou o Túnel Rebouças ter sido causado por vazamento em tubulações da companhia.   A Cedae pede reparo aos danos à sua imagem no valor de R$ 100 mil. "A Cedae vê sua imagem abalada perante a sociedade. O bom nome que a companhia ostenta é maculado pelas infelizes declarações do secretário de Obras, que acusa a companhia sem lastro. Essas acusações fazem parte da cortina de fumaça do secretário tentando distrair a população para os reais problemas do município como as construções irregulares, a falta de investimento em contenção de encostas e o lixo que entope as galerias", afirmou o diretor jurídico da empresa, Leonardo Espíndola.   Segundo ele, o valor recebido na Justiça, caso a empresa ganhe, será revertido para obras sociais da favela Cerro-Corá, que fica sobre parte do morro acima do Túnel Rebouças. "Há farto material coletado pelos técnicos da prefeitura e da Cedae que poderão ser usados pela Justiça para que se tenha certeza de que as declarações difamatórias do secretário são infundadas", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.