Google Street View/Reprodução
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Polícia identifica cinco acusados de estupro coletivo em São Gonçalo

Mulher de 34 anos foi rendida em um bar, onde foi obrigada a fazer sexo oral em quatro homens e, depois, violentada em uma rua escura

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2016 | 18h23

RIO - Cinco homens acusados de participar do estupro coletivo de uma vendedora de roupas de 34 anos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, na madrugada do dia 17, já foram identificados pela Polícia Civil. A vítima contou aos policiais ter sido estuprada por dez homens, e dois deles (de 15 e 16 anos) foram detidos em flagrante. Dos outros oito, três ainda são desconhecidos. Os cinco já identificados têm menos de 18 anos.

O caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de São Gonçalo. A vítima contou que estava em um bar em São Gonçalo quando foi rendida por quatro homens e obrigada a entrar no banheiro do estabelecimento. Ali foi obrigada a fazer sexo oral no quarteto. Depois foi conduzida para fora do bar e violentada em uma rua escura das imediações por mais seis homens. 

A Polícia Militar fazia uma operação na região e passou casualmente pela rua onde a mulher era estuprada. Os criminosos fugiram correndo, e os policiais encontraram a vítima caída ao chão, nua e chorando. Ao tomar conhecimento da situação, os PMs conseguiram deter dois adolescentes, que foram reconhecidos pela vítima como participantes do estupro.

A Polícia Civil já tem imagens das câmeras de segurança do bar, que mostram os quatro primeiros suspeitos entrando e saindo do banheiro com a mulher.

A vítima contou à polícia que esse foi o quarto estupro coletivo que sofreu nos últimos quatro anos. Os casos teriam começado depois que ela terminou o namoro com um rapaz do Jardim Miriambi, no bairro da Lagoinha, em São Gonçalo. O ex-namorado teria divulgado um vídeo íntimo do casal, e a partir daí, traficantes da região teriam se sentido autorizados a violentar a mulher. A Polícia Civil vai iniciar uma segunda investigação, para apurar eventual crime na divulgação do vídeo íntimo.

Proteção. A Polícia Civil deve pedir ainda nesta segunda-feira que a mulher seja incluída no Programa de Proteção à Testemunha do governo do Estado do Rio. Ela já foi retirada da casa onde morava e está fora de São Gonçalo.

 

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