Fábio Motta/ Estadão
Fábio Motta/ Estadão

Clima de mal estar marca ato do PSOL em memória a Marielle; assista

Enquanto deputados cobravam explicações às autoridades sobre o mandante do crime, outro grupo de parlamentares realizava ato em favor dos animais e ligou caixas de som onde tocava latidos de cachorros

Renato Onofre, Estado de S. Paulo

14 de março de 2019 | 13h56

Um clima de mal estar marcou o ato organizado pelo PSOL em memória da vereadora Marielle Franco na manhã desta quinta-feira, 14, no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

Enquanto os deputados cobravam explicações às autoridades sobre o mandante do crime, que completa um ano, um outro grupo de parlamentares que realizava ato em favor dos animais ligou caixas de som onde tocava latidos de cachorros. 

Entre os apoiadores do ato pró-animais estava o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que participou do ato realizado no Rio ano passado no qual foi rasgada uma placa em homenagem a Marielle.

Homenagens. Na manhã desta quinta-feira, a cidade amanheceu tomada de homenagens à vereadora Marielle Franco, assassinada há exatamente um ano ao lado do motorista Anderson Gomes. No local do crime, no Centro do Rio, nas escadarias da Câmara dos Vereadores, no Complexo da Maré, por todo lado se viam flores e palavras de ordem.

Nas escadarias do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio, foram espalhados mais de 300 girassóis pelos degraus. Uma faixa questiona: "Quem matou Marielle?" Pela manhã estava prevista uma missa solene pela memória de Marielle e Anderson, na Candelária, uma das principais igrejas do Centro do Rio. O cardeal-arcebispo do Rio, Dom Orani, celebraria a missa, com a presença da família da vereadora.

Na parte da tarde, na Cinelândia, está previsto um novo ato público em frente à Câmara dos Vereadores. No fim do dia, um ato político e cultural também será realizado no local. No Complexo da Maré, onde Marielle nasceu, outras homenagens estavam previstas ao longo da tarde.

 

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