Acervo Estadão
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Coleção Geyer é reconhecida como Patrimônio Cultural

Livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte foram doados ao Museu Imperial

O Estado de S. Paulo

04 Dezembro 2014 | 18h17

RIO - A Coleção Geyer, doada ao Museu Imperial (RJ) em 1999 pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer, teve seu tombamento aprovado nesta quinta-feira, 4, em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que é ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A coleção reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4.255 obras. Com a morte dos doadores, o Museu Imperial, em Petrópolis, na região serrana do Rio, assumiu a coleção e a edificação que a abriga, em uma área de 12 mil metros quadrados no bairro do Cosme Velho, na zona sul do Rio.

A casa, que funcionará como unidade do Museu Imperial, deverá ser aberta ao público em 2015. “O objetivo maior, cumprindo assim o desejo do casal Geyer, é tornar o espaço aberto ao público, dando aos visitantes acesso a imagens do Rio real e imperial, seus logradouros, gente e natureza”, diz o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em nota.

O acervo possui 1.120 itens iconográficos, produzidos por artistas de várias nacionalidades, e 2.590 livros que enfatizam registros de viajantes e cronistas em terras brasileiras durante o século 19. O total de objetos chega a 466. Dentre os itens de arte decorativa, há cerca de 200 pinhas de cristal e vidro, móveis de madeira, em miniatura, trabalhados em marfim e a lanterna de prata que adornava a carruagem cerimonial de d. Pedro II.

“A Coleção Geyer representa um fenômeno singular na história do colecionismo nacional. É o resultado de uma meticulosa atividade de identificação, localização e captura de objetos de arte conduzida pelo gosto privilegiado de apreciadores das belas artes”, diz o diretor do Museu Imperial, Maurício Ferreira.

A doação rendeu ao casal Geyer o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Iphan em 1999. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avalia processos de tombamento e registro de bens culturais materiais e imateriais, sendo formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia, com 23 conselheiros. 

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