AP Photo / Leo Correa
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Com alegorias impecáveis, Salgueiro canta a comida mineira

Mordida por ter perdido o título em 2014 por apenas um décimo, a escola gastou R$ 10 mi em carros gigantes e com efeitos especiais

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2015 | 05h15

RIO - O Salgueiro faz um desfile de alegorias impecáveis ao falar de Minas Gerais e sua culinária. Mordida por ter perdido o título para a Unidos da Tijuca no último carnaval por apenas um décimo, a escola gastou R$ 10 milhões em carros alegóricos gigantes, de muito bom gosto e com efeitos especiais, e mostrou fantasias ricamente ornamentadas - capricho da dupla de carnavalescos Marcia e Renato Lage, em seu 13º carnaval na agremiação da Tijuca.

Já na comissão de frente o Salgueiro arrebatou a Sapucaí. A princípio parecia uma apresentação muito comum entre as escolas: um grupo de índios para representar dos primeiros habitantes do Brasil, evoluindo numa coreografia pouco inventiva. Mas repentinamente eles sacavam do carro de apoio uma manta com um painel de LED que ora projetava imagens em 3D, ora formava a bandeira do Salgueiro. O público vibrou.


O abre-alas, que simbolizava a influência indígena na culinária mineira, impressionava pelas esculturas de lagartos, que tinham movimentos sincronizados e feições assustadoras. No segundo, os atores Alexandre Nero, Leandra Leal e Lília Cabral, protagonistas da novela das 21 horas da TV Globo, "Império", que trata de um império empresarial surgido de joias de pedras preciosas, representavam o diamante, a riqueza da terra do ouro. Mais um momento de arrebatamento das arquibancadas. E o Salgueiro ainda tem a atriz Viviane Araujo (também da novela), a melhor rainha de bateria do Rio.

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