Comandante de PMs presos no Rio é exonerado do cargo

Tenente-coronel sai do cargo após 59 de seus policiais serem acusados de ligação com o tráfico de drogas

19 Setembro 2007 | 10h00

O tenente-coronel José da Silva Macedo Júnior, de 42 anos, foi exonerado nesta quarta-feira, 19, do comando do 15º Batalhão da Polícia Militar, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Macedo era responsável pelo batalhão onde 59 policiais são acusados de ter ligação com o tráfico de drogas, sendo que 56 deles foram presos até esta quarta.    Delegado suspeita da ligação de mais de 100 PMs com tráfico   Mesmo após o escândalo da prisão de 10% do efetivo dos seus comandados envolvidos com o tráfico de drogas, Macedo definiu o batalhão como "o melhor do Estado" em entrevista publicada nesta quarta no Estado. O substituto de Macedo, que vai para o Departamento Geral de Pessoal, será o tenente-coronel Luís Carlos Antonio Corso da Costa, atual chefe do Centro de Criminalística da corporação.   Para às 13 horas desta quarta, estão marcados os depoimentos de 15 dos 56 policiais militares presos. Na terça, o delegado-titular da 59ª Delegacia de Polícia, André Drummond, não conseguiu ouvir o grupo, pois a Corregedoria-Geral da PM alegou que faltava um requerimento no ofício encaminhado pelo delegado.   Segundo Drummond, o número de policiais envolvidos com o tráfico de drogas na Baixada Fluminense pode chegar a cem. "Há indícios e informações sobre o possível envolvimento de policiais de outros batalhões", disse. Ele citou o 34º Batalhão da PM, em Magé, também na Baixada. Disse, porém, que a nova investigação só deverá começar após a eventual decretação da prisão preventiva e denúncia dos acusados já detidos.   Drummond acredita que o esquema funcionava desde antes da posse de Macedo, em janeiro. Segundo ele, durante a gestão de Macedo "os índices de criminalidade na região foram reduzidos, exceto roubo a transeuntes".   Sobre eventual envolvimento de oficiais, o delegado disse ainda não ter indícios. Dois policiais continuavam foragidos até o fim da tarde de terça: um estaria em lua-de-mel, e outro, de férias. Um terceiro foragido, agente penitenciário, seria ex-PM.

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