Condenados a 49 anos de prisão líderes de roubo ao BC

'Alemão' e 'Bocão' somam-se à lista de 17 condenados pelo furto de R$ 164,7 milhões do Banco Central

Carmen Pompeu, de O Estado de S. Paulo,

05 de março de 2008 | 21h44

O juiz Danilo Fontenelle Sampaio, da 11ª Vara da Justiça Federal, condenou Antônio Jussivan Alves dos Santos, o "Alemão", e Marcos Rogério Machado de Morais, o "Bocão", a 49 anos e dois meses de prisão, cada um. Os dois foram apontados como líderes da quadrilha que furtou R$ 164,7 milhões do Banco Central (BC) de Fortaleza, em agosto de 2005. A sentença foi divulgada nesta quarta-feira, 5, um dia após Alemão prestar depoimento ao juiz. Alemão e Bocão estão presos no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Cearense natural de Boa Viagem, Alemão foi preso semana passada, em Brasília, depois de permanecer dois anos e sete meses sendo procurado pela Polícia Federal (PF). De acordo com as investigações da PF, ele foi uma das pessoas a planejar o maior furto já realizado no País. Terça-feira, 4, em juízo, ele negou ser o mentor, mas admitiu ter participado da escavação do túnel por onde a quadrilha levou 3,5 toneladas de dinheiro do BC. Disse que foi um dos quatro homens a entrar no cofre do banco e que recebeu R$ 5 milhões por sua participação no crime. Bocão foi preso em agosto do ano passado, quando passeava com a família em um shopping na zona oeste de São Paulo.  Ele é apontado como um dos "engenheiros" do túnel. Os dois foram condenados pelos crimes de furto qualificado, lavangem de dinheiro, formação de quadrilha e uso de documento falso. Dezessete pessoas já foram condenadas pelo furto ao BC. A PF ainda procura seis foragidos: Josiel Lopes Cordeiro; Juvenal Laurindo; Antônio Artênio da Cruz, o "Bode"; Moisés Teixeira da Silva, o "Cabelo"; Cleberson Petrúcio de Almeida de Aguiar Barros; e um homem que se apresentava como Paulo Sérgio de Sousa, cuja identidade verdadeira ainda não foi descoberta.

Tudo o que sabemos sobre:
BCtúnelcondenaçãoroubo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.