Confronto entre policiais e traficantes deixa 3 mortos no Rio

Segundo parentes de um dos mortos, ele foi atingido na cabeça, enquanto assistia à televisão em casa

Pedro Dantas, do Estadão,

26 Setembro 2007 | 13h49

Ao menos três pessoas morreram durante uma operação realizada na Morro da Chatuba, no Complexo de Favelas do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.  Uma das vítimas, o autônomo José Henrique Gonçalves Marinho, de 43 anos, foi atingido na cabeça, quando assistia à televisão, dentro de casa, por uma bala perdida. Na mesma hora, polícia e traficantes se enfrentavam na favela.   De acordo com familiares, Marinho trabalhava com limpeza de piscinas. No Hospital Lourenço Jorge, um homem que se identificou como Fernando Ribeiro deu entrada baleado e confessou que participava do tráfico local. Ele está preso sob custódia. A operação policial do 16º Batalhão no Complexo do Alemão, iniciada às 6 horas da manhã de hoje, já acumula três mortos e dois pessoas feridas.   Segundo a polícia, os outros dois mortos têm ligação com a quadrilha que comanda o tráfico de drogas no morro. As primeiras informações policiais dão conta que Elias da Cruz, de 19 anos, morreu atingido por tiros durante o confronto entre policiais e traficantes. Para a PM, o rapaz integrava o grupo de traficantes que reagia à ação da polícia. No entanto, familiares do rapaz dizem que ele trabalhava numa loja de aquários da região. A segunda vítima foi identificada como Roberto Cirilo Ferreira dos Santos.   Fabíola Gonçalves Vieira, de 24 anos, foi atingida por uma bala perdida no pé quando saía da favela para o trabalho. Ele é enfermeira do Hospital Getúlio Vargas, unidade que recebe a maior parte dos feridos e mortos em operações policiais no Complexo do Alemão. Internada no hospital, ela não corre risco de morrer.   As operações policiais do 16º BPM no Alemão têm sido praticamente diárias e fazem parte da estratégia de "pacificação" da região antes do início das obras de urbanização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no conjunto de favelas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.