José Lucena / Futura Press / Pagos
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Confrontos deixam alunos sem aulas na Rocinha e em outras favelas no Rio

Pelo menos 3.188 estudantes da rede municipal foram afetados pelos tiroteios entre criminosos ou destes com a polícia

Fábio Grellet e Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2017 | 19h14

RIO - Os confrontos entre traficantes na favela da Rocinha, na zona sul do Rio, deixaram pelo menos 3.188 alunos da rede municipal de ensino sem aulas nesta segunda-feira (18). Não houve aulas em seis escolas, quatro creches e um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI), na própria comunidade da Rocinha ou em áreas vizinhas.

Segundo a pasta, na Rocinha ficaram sem aulas  2.489 alunos de cinco escolas, duas creches e um EDI. Uma creche que funciona na Vila Canoas, uma favela vizinha, também não funcionou, deixando 161 crianças sem atendimento.  No Morro do Vidigal, outra área vizinha à Rocinha, outros 538 alunos ficaram sem aulas, em uma escola e uma creche.

Pelo menos uma escola particular situada nas imediações da Rocinha também ficou sem aulas, segundo apurou a reportagem. Mas a maioria das unidades de ensino particulares funcionou normalmente.

Outros bairros. Devido a tiroteios entre criminosos ou destes com a polícia, também houve escolas públicas sem aulas nesta segunda-feira em outros bairros do Rio.

Na favela do Juramento, em Vicente de Carvalho (zona norte), onde desde a semana passada ocorrem confrontos, duas escolas e uma creche não funcionaram nesta segunda-feira, deixando 1.106 alunos sem aulas.

Na Serrinha, na mesma região, uma creche não funcionou e 147 crianças ficaram sem aulas. Em Acari, outra área conflagrada na zona norte do Rio, uma escola não funcionou, deixando 369 alunos sem aula.

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