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Congolês Moise Kabamgabe morreu após ser espancado por cobrar dívida de trabalho em quiosque no Rio

Segundo parentes, até um taco de beisebol foi usado por cinco homens nas agressões; polícia diz que investiga o caso e nega que órgãos da vítima tenham sido retirados

Fabio Grellet, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2022 | 13h17

RIO - A Polícia Civil do Rio investiga a morte por espancamento do congolês Moise Kabamgabe, de 24 anos. Ele morava no Brasil desde 2014, trabalhava em um quiosque na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). Segundo parentes, o africano morreu depois de ser agredido por cinco homens após cobrar uma dívida de trabalho, na última segunda-feira, 24. A família só ficou sabendo do caso na manhã de terça-feira, 25, mais de doze horas após a morte dele.

Kabamgabe chegou ao Brasil em 2014, com a família, fugindo da guerra no Congo. Familiares relataram que trabalhava como garçom, sem contrato, ganhando diárias em um quiosque da orla da Barra da Tijuca. Na segunda-feira foi ao local para cobrar duas diárias ainda não pagas. Então, foi amarrado e espancado, inclusive com um taco de beisebol, segundo familiares. Parentes disseram ainda que os órgãos de Kabamgabe teriam sido retirados do seu cadáver.

Parentes e amigos do congolês fizeram um protesto no sábado, 29, na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. Denunciaram o caso e exigiram que os culpados pelo assassinato sejam punidos.

Polícia diz que investiga o caso

A Polícia Civil informou em nota que “as investigações estão em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC)”, que foi realizada perícia no local e imagens de câmeras de segurança já foram analisadas. “Diligências estão em curso para identificar os autores”, afirma a nota.

Segundo a polícia, a informação de que os órgãos foram retirados do corpo da vítima não procede. “O laudo mostra que o corpo chegou ao IML sem nenhuma lesão no tórax além daquelas que causaram a morte. As imagens do exame de necropsia mostram o tórax aberto com os órgãos dentro”, afirma a nota. 

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