Conselheiro do TCE do Rio é encontrado morto com tiro na cabeça

Polícia Civil investiga o caso e não descarta hipótese de suicídio; corpo de Júlio Lambertson Rabello foi achado em casa

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

25 Maio 2015 | 16h55

Atualizada às 17h40

RIO - O advogado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) Júlio Lambertson Rabello, de 63 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça em sua casa, no Cosme Velho, na zona sul do Rio, na madrugada desta segunda-feira, 25. Uma arma foi apreendida perto do corpo. 

O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio, que não descarta a hipótese de suicídio. Foi feita perícia no local e familiares já foram ouvidos. Serão feitos exames residuográficos na arma apreendida e no corpo da vítima. Embora registrado inicialmente na 10ª DP (Botafogo), que mantém plantão, o caso será encaminhado à 9ª DP (Catete), da área em que aconteceu o fato.

Segundo amigos, na tarde de domingo, 24, o conselheiro foi ao estádio do Maracanã para assistir ao jogo entre Fluminense e Corinthians. À noite voltou para casa e horas depois foi encontrado morto.

O corpo do conselheiro será cremado às 14h30 desta terça-feira, 26, no Cemitério do Caju, na zona norte do Rio, onde também ocorrerá o velório, a partir das 11 horas.

Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), Rabello ingressou na carreira pública em 1978, quando se tornou assistente jurídico do Detran. Em 1980 foi nomeado procurador do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado. Em 1991 tornou-se procurador de Justiça do Ministério Público, em função da fusão do Ministério Público Especial com o Ministério Público do Estado do Rio. Em 2004 retornou aos quadros do Ministério Público Especial junto ao TCE-RJ e, em 2005, foi nomeado conselheiro da Corte de Contas.

Estagiária. Em 2014, Rabello foi investigado pelo próprio TCE-RJ por causa da contratação de sua personal trainer como assistente de gabinete, ganhando R$ 9.547 ao mês. A professora de Educação Física Alessandra Evangelista ocupava o cargo desde maio de 2010 e acabou deixando a função após a denúncia.

Em depoimento, Alessandra afirmou que o trabalho de personal trainer não era conflitante com suas funções no Tribunal. A sindicância concluiu que não houve irregularidade na contratação e que a servidora cumpria a carga horária regular.

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