Infográfico/Estadão
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Consórcio responsável por obra de ciclovia que desabou diz que seguiu normas de segurança

Desabamento deixou pelo menos dois mortos; 'prioridade é atender vítimas e apurar as causas do acidente', disse a empresa

Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

21 Abril 2016 | 18h42

RIO - O consórcio Contemat/Concrejato, responsável pela obra da ciclovia que desabou parcialmente nesta quinta-feira, 21, no Rio, informou em nota que “vai trabalhar incessantemente até que sejam conhecidas as causas do acidente”. Pelo menos duas pessoas morreram no desabamento.

“As prioridades neste momento são garantir o atendimento às vítimas e a seus familiares e dar início à apuração acerca das causas do acidente”, informa o comunicado.

A empresa diz ainda que faz parte de um grupo com 64 anos de atuação no mercado, responsável por obras nos setores público e privado de grande importância no País. “A empresa segue todos os protocolos e normas de segurança, utilizando-se das mais modernas técnicas e equipamentos de construção”, declara.

A ciclovia tem 3,9 quilômetros, 2,5 metros de altura e foi inaugurada no dia 17 de janeiro. A obra custou R$ 44,7 milhões. “O Consórcio Contemat/Concrejato venceu licitação, e todo o processo foi supervisionado pelos órgãos de fiscalização competentes”, informa.

Mais cedo, o consórcio informou que uma equipe técnica estava no local, trabalhando em coordenação com a Secretaria Municipal de Obras.

Família do secretário. A empreiteira Concremat pertence à família do secretário de Turismo da cidade do Rio, Antônio Pedro Viegas Figueira de Mello. A obra da ciclovia, da gestão Eduardo Paes (PMDB-RJ), custou R$ 45 milhões e começou em setembro de 2014.

Em seu site, a Concremat afirma que o consórcio Contemat Geotecnia/Concrejato foi contratado pela Fundação Geo-Rio, braço da Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura, para executar a contenção de encosta e a estabilização da área para a implantação da ciclovia.

O secretário municipal de Turismo do Rio, Antônio Pedro Viegas Figueira de Mello, afirmou em nota que jamais trabalhou ou teve qualquer participação nos negócios da Concremat, empresa fundada pelo avô dele há mais de 60 anos.

"Tentar ligar meu nome aos negócios da empresa simplesmente em função do parentesco é infundado e leviano", afirmou Mello, no comunicado oficial.

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