Consórcio diz que seguiu projeto oferecido pela prefeitura para construir ciclovia

O Crea-RJ compôs uma comissão de cinco engenheiros que vai analisar as causas do acidente; duas pessoas morreram

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2016 | 15h19

RIO - O Consórcio Contemat/Concrejato, responsável pelo projeto executivo e pela construção da ciclovia Tim Maia, em São Conrado (zona sul do Rio), que desabou parcialmente na última quinta-feira, 21, causando a morte de duas pessoas, afirma que seguiu o projeto básico fornecido pela Prefeitura do Rio e usou materiais adequados às normas brasileiras. 

“O consórcio executou integralmente todos os requisitos técnicos previstos no edital de licitação e projeto básico fornecido pela contratante. Vale ressaltar que obras de engenharia desta complexidade são orientadas por um projeto básico, desenvolvido a partir de estudos técnicos de viabilidade”, informa nota divulgada pelo consórcio.

“Em relação aos comentários sobre a qualidade da obra, o Consórcio esclarece que os materiais empregados e a qualidade da construção seguiram todos os padrões técnicos previstos nas normas brasileiras. (...) A fiscalização das obras foi exercida pela contratante, na forma do contrato, não tendo sido apontada qualquer irregularidade na metodologia de execução dos serviços, nem tampouco de segurança”, continua o consórcio, que conclui: “Uma investigação interna, com a participação de consultores independentes, está em curso a fim de avaliar se alguma atividade sob a responsabilidade do consórcio contribuiu para o acidente”.

Até esta segunda-feira, 25, nenhum representante do consórcio concedeu entrevista à imprensa. A Contemat/Concrejato só se manifestou por meio de notas. O Estado pediu entrevista ao consórcio, mas ainda não foi atendido.

Crea. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio (Crea-RJ) compôs uma comissão de cinco engenheiros que vai analisar as causas do acidente. Essa investigação deve durar um mês. Se constatar falha por parte de algum profissional, o órgão pode instaurar processo ético. Ao final dessa etapa, se for considerado culpado, o engenheiro pode sofrer punições que variam da advertência reservada à cassação do registro profissional. A primeira reunião dessa comissão ocorrerá às 9 horas desta terça-feira, 26, na sede do Crea-RJ.

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