Prefeitura do Rio de Janeiro/ Reprodução
Prefeitura do Rio de Janeiro/ Reprodução

Contra coronavírus, Crivella anuncia abrigos para moradores de rua e hospital de campanha

Hospital funcionará no Riocentro e deve ficar pronto em 30 dias; local terá 500 leitos e também heliponto para receber casos graves

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2020 | 13h44

RIO - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou neste sábado, 21, novas medidas para tentar conter o avanço do novo coronavírus, que serão publicadas em um decreto ainda hoje. Entre as decisões estão a disponibilização de três grandes abrigos para moradores de rua, com banho, café e monitoramento para evitar que essa população se contamine ou dissemine a doença, e hotéis para abrigar idosos que não possam ficar com suas famílias.

"Estamos conversando com hotéis, principalmente perto de comunidades, para que os idosos que moram com muita gente ou não tenham quem cuide fiquem protegidos" , disse durante coletiva por uma rede social.

Os abrigos para a população de rua serão instalados em Honório Gurgel, Centro da cidade (Sambódromo) e em Santo Cristo. Soldados serão solicitados ao Ministério da Defesa para conscientizar os idosos que ainda insistem em se expor pelas ruas da cidade.

"Se as medidas tomadas forem eficientes e justas, poderemos diminuir  a duração da crise", declarou.  "Eles (idosos) continuam circulando e isso e muito perigoso, é preciso ficar em casa".

Hospital de campanha

O prefeito informou que em 30 dias o Riocentro, área na zona oeste que costuma abrigar grandes eventos, estará pronta para receber um hospital de campanha do Exército com 500 leitos, inclusive com heliponto para receber casos graves.  O local terá 100 leitos próprios para UTI.

Os casos da pandemia subiram de 89 para 94 na cidade do Rio, com grande concentração nas zonas sul e oeste, lugares onde existe uma grande população de idosos. 

A partir de segunda-feira, 23, será iniciada a vacinação de idosos contra gripe, que além da rede municipal de saúde contará um sistema de "drive thru", no qual o cidadão poderá receber a vacina de dentro do seu próprio veículo.

Outra medida destacada por Crivella é a determinação pela Prefeitura para que todos os supermercados da cidade tenham pelo menos um telefone para entrega em domicílio. "O melhor remédio é ficar em casa", disse Crivella.

O  prefeito disse também que a Prefeitura está preocupada com a situação financeira dos 10 mil ambulantes formais e motoristas de táxis e aplicativos, e afirmou que está sendo estudada a concessão de cestas básicas para essas categorias e  acesso aos restaurantes populares da Prefeitura em alguns bairros.

Ele fez um apelo para que táxis e motoristas de aplicativos tenham o cuidado de não levar muitas pessoas ao mesmo tempo.

Crivella reforçou que todos os eventos da cidade devem ser remarcados, e não cancelados, para evitar maiores prejuízos, e que as feiras livres, muito comuns na cidade, continuarão a ser realizadas, mas com intervalos maiores, de 15 em 15 dias.

O prefeito anunciou que após uma "suspensão punitiva" de 24h, permitiu a volta dos  BRTs (ônibus que usam uma faixa especial), mas que a determinação de que só transportem passageiros sentados contínua, e voltará a suspender o transporte se for necessário.

O Estado do Rio de Janeiro já tem três mortes confirmadas por coronavírus. 

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