Corpo de dona do restaurante Guimas é velado no Rio

Cerca de 300 pessoas compareceram ao cemitério Memorial do Carmo; polícia busca suspeito de ter atirado 

Thaise Constâncio, O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2014 | 15h37

RIO - Foi velado nesta sexta-feira, 18, o corpo da empresária Maria Cristina Mascarenhas, de 66 anos, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju. O deputado federal Miro Teixeira (PROS-RJ) compareceu ao velório. Ele chegou pouco antes das 14h e cumprimentou a família Mascarenhas que estava na Capela 8. O corpo de Tintim, como Maria Cristina era conhecida, será cremado na tarde desta sexta-feira.

Teixeira contou que conhecia Tintim e o marido Chico Mascarenhas "há décadas" por meio de amigos em comum como João e Lucinha Araújo, pais do cantor Cazuza. "Não se pode olhar com naturalidade a morte de uma pessoa, ler a notícia como se fosse apenas uma estatística e virar a página (do jornal)", desabafou.

A empresária foi morta com um tiro à queima-roupa na cabeça durante um assalto nesta quinta-feira, 17, na Praça Santos Dumont, no Baixo Gávea, a 150 metros do restaurante Guimas, do qual era dona. O estabelecimento foi fundado em 1981, na Gávea, zona sul do Rio. 

Ela levava R$ 13 mil para pagar funcionários. O deputado afirmou que "esse fato vai deixar uma reflexão, além do lamento, do pesar, de que o crime é um negócio rentável, ilegal e que tem que ser combatido com a força do Estado, não com violência" em todas as regiões do Estado. "Não há apenas um culpado. O Estado é o culpado dessa situação que dá ao criminoso uma sensação tamanha de impunidade para que, em plena luz do dia, ele dê um tiro na cabeça de uma pessoa trabalhadora".

Cerca de 300 pessoas compareceram ao cemitério para prestar a última homenagem a Tintim. Além de Teixeira, também estiveram no velório a cantora Adriana Calcanhotto, o ator Otávio Müller e Lucinha Araújo.

Investigação. Pela manhã, o Disque-Denúncia havia recebido três ligações com informações sobre o assassinato de Tintim. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, analistas farão "cruzamentos de dados sobre crimes semelhantes ocorridos naquela localidade, a fim de identificar um padrão ou pessoas envolvidas nessa modalidade de crime". As informações serão repassadas para o delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios. 

Imagens das câmeras de segurança do prédio em frente ao local do crime e dos restaurantes nos arredores da Praça Santos Dumont foram solicitadas pelo policial. O autor do disparo, que estava de carona em uma motocicleta, não usava capacete. Até o momento, sabe-se que ele é pardo, aparenta ter em torno de 30 anos e mede 1,70 metro. O carregador da pistola usada no crime caiu no chão e foi recolhido pelos agentes.

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