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Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Corpos de vítimas de acidente de ônibus aguardam identificação

Parentes fazem exames de DNA; veículo bateu em poste e derrubou transformador; equipamento caiu sobre coletivo e explodiu

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2015 | 16h21

RIO - A Polícia Civil encaminhou nove pessoas para realização de exames de DNA na tentativa de identificar as nove vítimas do acidente com um ônibus em São Gonçalo, cidade na Região Metropolitana, na manhã de quarta-feira, 18. O incidente aconteceu por volta de 5h30, depois que o veículo, da linha 532 (Niterói-Alcântara) bateu em um poste e derrubou um transformador. O equipamento caiu sobre o ônibus e explodiu, provocando um incêndio. Ao todo, oito pessoas ficaram feridas. Delas, quatro seguem internadas, incluindo o motorista Waldnei Rangel e o cobrador Ângelo Gomes da Silva.

Na manhã desta quinta-feira, 19, cinco parentes de desaparecidos realizaram exames de DNA no Instituto de Pesquisas e Perícias em Genética Forense (IPPGF), situado na Academia de Polícia Civil do Rio (Acadepol). Nenhuma vítima foi identificada até o momento. O estado dos nove corpos, todos carbonizados por causa chamas que tomaram o ônibus, limitou o reconhecimento ao exame de DNA. O recolhimento de amostras dos corpos já foi realizado no Instituto Médico Legal de Niterói.



O ajudante de pedreiro Carlos Alexandre Ferreira contou que a irmã Raquel está desaparecida desde que embarcou no ônibus. Ele veio com a mãe, Maria Teresa Ferreira, de 62 anos, ao Rio para a realização do teste de DNA. Segundo Ferreira, as famílias foram informadas de que os resultados sairiam em 48 horas a partir da coleta do material genético. Ele se queixa ainda de não ter sido contatado por representantes da Viação Mauá, empresa que operava a linha de ônibus. "Não tinha ninguém da empresa dando assistência. Ninguém entrou em contato comigo."  

De acordo com representantes da Mauá, o motorista, que teve em torno de 25% do corpo queimado, e o cobrador, com 13%, estão se recuperando. Os dois permanecem em estado grave, internados na Casa de Saúde São José dos Lírios, em São Gonçalo, mas com quadro clínico estável. No local, também está hospitalizada uma jovem de 17 anos, que deve ser liberada até segunda-feira. O quarto ferido que segue internado em estado grave no Hospital Alberto Torres, também em São Gonçalo, é Geovani Farias, de 20 anos. 

De acordo com a Polícia Civil, testemunhas já foram ouvidas e imagens de um ônibus que passava pelo local serão analisadas por agentes da 73ª Delegacia de Polícia, que investiga o caso. A polícia aguarda a liberação das vítimas hospitalizadas para que também prestem depoimento.

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