Corregedor se nega a abrir sindicância contra comandante da PM

Segundo o desembargador, 'não há elementos que fundamentem' uma investigação de evolução patrimonial do coronel Menezes

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 12h29

RIO -  O Corregedor-Geral das Polícias do Rio de Janeiro, desembargador Giuseppe Vitagliano, negou-se a cumprir o pedido do Ministério Público do Rio (MP-RJ) para que fosse aberta sindicância para investigar a evolução patrimonial do atual comandante geral da Polícia Militar do Rio, coronel José Luis Castro Menezes. O corregedor afirmou que "não há, até o momento, elementos que fundamentem a instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar e de Sindicância Patrimonial contra o Comando e o Estado Maior da PM".

Além do comandante geral, o promotor Paulo Roberto Mello Cunha Jr., do MP-RJ, havia pedido que fossem investigados também o chefe do Estado Maior operacional da PM, coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, e o chefe do Estado Maior administrativo, coronel Ricardo Coutinho Pacheco.

Em depoimento ao MP-RJ na semana passada, um dos 24 PMs presos na Operação Amigos S.A. afirmou ter ouvido de oficiais presos na ação que todos os batalhões do Rio eram obrigados a pagar R$ 15 mil ao Estado-Maior da PM.

Em nota, o corregedor das polícias afirmou que "o procedimento encaminhado à Controladoria Geral Unificada foi baseado em cópias de reportagens jornalísticas".

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança, o corregedor enviou ofício ao Juízo da Vara Criminal de Bangu solicitando cópia do depoimento do PM e também da denúncia, "para fazer uma avaliação mais completa". O MP-RJ ainda não se manifestou sobre a recusa do corregedor em abrir a sindicância.

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