Crânio que pode ser de Priscila Belfort segue para DNA

Ossada com perfuração de bala foi abandonada em São Gonçalo, no Rio; resultado do exame sai em 30 dias

Clarissa Thomé, do Estado,

12 de agosto de 2007 | 15h17

Segue na próxima segunda-feira, 12, para exame de DNA um crânio com perfuração de bala encontrado no sábado em São Gonçalo, no Grande Rio. Uma ligação ao Disque-Denúncia informou que o crânio seria da estudante Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort, desaparecida desde 2004.   "A gente não dá credibilidade máxima a isso, mas temos que verificar tudo o que aparece", afirmou o delegado Anestor Magalhães, que voltou a investigar o crime depois que Elaine Paiva da Silva apresentou-se ao Ministério Público Estadual na semana passada para confessar o assassinato.   Segundo a informação que chegou ao Disque-Denúncia, o crânio foi abandonado por um motociclista no sábado, às 10h, na Rua Lúcio Tomé Feiteira perto de um orelhão.   Na quinta-feira, ao fazer escavações num sítio em São Gonçalo apontado por Elaine como o local em que o corpo de Priscila teria sido enterrado, o delegado ouviu um catador de lixo que informou ter desenterrado um crânio e o vendido a um professor, integrante de um clube de motociclistas. O professor disse que se desfez do crânio por pressão da mulher.   De acordo com Magalhães, o exame de DNA pode sair em até 30 dias. Ele espera ainda para o fim desta semana as informações de uma operadora de celular sobre as ligações recebidas por Priscila no dia de seu desaparecimento - 9 de janeiro de 2004.   O delegado espera assim confirmar - ou derrubar - a versão de Elaine. Ela disse à Magalhães e ao MP que serviu de isca para o seqüestro de Priscila. Teria telefonado para a estudante marcando um encontro no centro do Rio.   Além de Elaine, outras oito pessoas teriam participado do crime. A jovem teria sido mantida por três meses em cativeiro por conta de uma dívida de R$ 9 mil por drogas. A família de Priscila nega o envolvimento dela com traficantes e acredita que a história de Elaine seja "meia-verdade".

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