Criança morre em Magé (RJ) e cidade tem noite de protesto

Uma troca de tiros durante operação policial na favela Lagoa-Magé resultou na morte de um menino de 5 anos; moradores incendiaram e apedrejaram ônibus

Alfredo Mergulhão, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2016 | 20h55

RIO - O centro da cidade de Magé, na Baixada Fluminense, foi palco de tiroteios, arrastões, protestos e ônibus queimados no início da noite deste sábado, 2, após a morte de uma criança. A vítima era moradora da favela Lagoa-Magé, onde houve uma operação policial que resultou em troca de tiros com bandidos. Três pessoas foram baleadas e um menino de 5 anos morreu.

Os moradores da comunidade iniciaram o protesto depois de confirmada a morte da criança, no Hospital Municipal de Magé. O protesto começou nos arredores da rodoviária do município. O comércio da região teve de ser fechado e passageiros foram obrigados a descer dos ônibus de transporte coletivo para que os automóveis fossem incendiados e apedrejados. Os manifestantes colocaram fogo em lixeiras e também há barricadas montadas. A região central do município ficou no escuro depois que tiros foram disparados contra transformadores.

"A situação é crítica, mas já estamos com reforço do Batalhão de Choque, que veio do Rio, do batalhão de Duque de Caxias e da Polícia Rodoviária Federal", disse a tenente-coronel Andréa Ferreira, comandante do 34° Batalhão da Polícia Militar, em Magé. No Facebook, moradores relataram o clima tenso no município. "Situação muito feia em Magé! Estou impossibilitada de ir pra casa. Vários ônibus queimados, grande parte da área sem energia elétrica", disse uma mulher. "O negócio aqui tá (sic) feio! Vários ônibus queimados, bomba, tiroteio, protesto...", escreveu outra.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 19h para atender duas ocorrências de veículos queimados em Magé. As equipes retornaram para o batalhão, mas, 1h depois, tiveram que seguir novamente para o centro da cidade pois mais automóveis haviam sido incendiados. Procuradas, a Polícia Militar e a Polícia Civil não responderam.

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