MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO
MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

Crise financeira interrompe entrega de alimentos à PM do Rio

Falta de insumos para preparar as refeições dos policiais já encurtou a jornada do curso de formação de recrutas para os Jogos Olímpicos

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2016 | 16h42

RIO - A crise financeira no Estado do Rio de Janeiro já ameaça deixar sem comida os policiais militares em serviço na região. O atraso no pagamento a fornecedores levou à interrupção da entrega de alimentos aos batalhões da Polícia Militar na última sexta-feira, 1.

"A Polícia Militar tinha sido notificada que a partir do dia 1º (de abril) já não teria mais fornecimento de mantimentos. Então existe um contingenciamento para evitar o esgotamento da reserva técnica. A reserva garante o funcionamento da polícia por algum tempo, não sei precisar o período exato", contou o subsecretário de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Segurança (Seseg) do Estado do Rio de Janeiro, Pehkx Jones da Silveira.

O fornecimento de mantimentos é destinado às instalações e efetivo de toda a Polícia Militar do Estado. Por enquanto, a falta de insumos para preparar as refeições dos policiais em serviço já encurtou a jornada do curso de formação de recrutas que reforçariam a segurança na capital durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Os alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) passaram a ser liberados ao meio-dia, em vez de 18h. "O contingenciamento afetou o modelo de funcionamento da escola, que funcionava em período integral, com fornecimento até de jantar, e passa a funcionar em meio expediente", disse Silveira.

A jornada menor atrasará a formação dos novos policiais, que estava prevista para ocorrer antes da Olimpíada. A turma de quase 1.400 alunos já atuaria como força policial no reforço à segurança dos Jogos Olímpicos. No entanto, os recrutas agora trabalharão na Olimpíada em regime de estágio, como parte do processo de formação.

"Eles vão atuar em áreas estratégicas, sob supervisão e com armamento menos letal", explicou o subsecretário.

Os recrutas que estão em processo de formação fazem parte de um grupo de seis mil aprovados no último concurso público para a Polícia Militar, encerrado em dezembro de 2015. Ainda não há previsão para a convocação dos demais 4.600. Segundo Silveira, a convocação de mais recrutas depende da aprovação da Secretaria Estadual de Fazenda. Mas, mesmo que sejam chamados em breve, eles não poderão participar do esquema de segurança montado para os jogos, já que o novo curso de formação terá a duração estendida de oito meses para dez meses.

Procurada pelo Estado, a Polícia Militar informou, em nota, que está mobilizando esforços para solucionar o problema e manter o cronograma de formação dos recrutas.

"A Diretoria Geral de Ensino e Instrução (DGEI) está adotando as medidas administrativas para solucionar os problemas momentâneos decorrentes da crise financeira que afetou o Estado. O Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) continuará empenhando esforços para que as turmas iniciadas se formem no período previsto e estejam em condições de reforçar o policiamento para os Jogos Olímpicos 2016", respondeu a PM.

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