Marcos Arcoverde
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Crivella afirma que o Rio precisa de segurança no nível da Olimpíada

Segundo o prefeito, o município vai entrar com a parte logística, de liberação de licenças para os eventos, e fornecimento de serviços da Guarda Municipal e da coleta de lixo

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2017 | 15h08

RIO DE JANEIRO - Ao participar, no Rock in Rio, do lançamento do calendário de eventos "Rio de Janeiro a janeiro", que tem como objetivo turbinar o turismo no Estado, principalmente na capital, por meio de um calendário anual de eventos, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), disse que o Rio precisa de segurança no mesmo nível da Olimpíada para dar tranquilidade aos turistas que vêm à cidade.

"Precisamos de uma Olimpíada todo ano. Na Olimpíada tivemos absoluta tranquilidade. Agora, os eventos terão a mesma estrutura. A segurança da cidade depende de eventos como a Olimpíada, por isso chamei os principais organizadores de evento da cidade, fizemos um calendário e levamos a Brasília. Para dar certo, precisamos de segurança", afirmou, referindo-se a nomes como Roberto Medina, presidente do Rock in Rio.

Para Crivella, o fato de o calendário ter a chancela do governo federal muda tudo, pois pressupõe injeção maior de recursos e integração na área de segurança. "Nós já tínhamos eventos. Mas no carnaval e no réveillon, que são tão grandes quanto a Olimpíada, não baixa a violência. Agora, o Brasil vai se encarregar da segurança dos eventos do Rio, que vão durar o ano todo. Vamos acreditar que vai dar certo". 

Segundo o prefeito, o município vai entrar com a parte logística, de liberação de licenças para os eventos, e fornecimento de serviços da Guarda Municipal e da coleta de lixo, entre outros. "É claro que as pessoas vão falar da educação, da saúde. Mas a falta de segurança deprime as outras áreas".

O calendário anunciado começa no réveillon de Copacabana e se estende até dezembro de 2018. São cerca de 100, nas áreas de cultura, esporte, moda, gastronomia, entre outras. Os proponentes receberão recursos federais, num total de R$ 150 milhões. A meta é elevar o volume de turistas no Rio em 20%, o que geraria 170 mil empregos e movimentação de R$ 6,1 bilhões, segundo estimativa da Fundação Getúlio Vargas. 

Há eventos já bastante tradicionais, como o desfile das escolas de samba no carnaval e o festival de animação Anima Mundi, e outros novos, como a Corrida de Drones e o Rio Piro Festival (de fogos de artifício).

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